Contratação de empresa que prestou serviços no hospital Nilton Lins é ilegal, afirma CPI da Saúde

O reconhecimento da ilegitimidade do contrato se deu após oitiva nesta segunda-feira (27) com responsável pela empresa MedPlus.

Redação AM POST

Após a oitiva que do depoimento empresário Tiago Simões Leite, responsável pela empresa MedPlus Serviços Médiccos Ltda, na manhã desta segunda-feira (27) na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, deputado delegado Péricles Nascimento (PSL) declarou que a contratação de prestação de serviços da empresa para o hospital Nilton Lins não possui aparato legal, por conta de ter sido realizado por meio de processo indenizatório.

“Está claro para a CPI da Saúde que essa contratação é ilegal. Inclusive, sua própria empresa [MedPlus] corre o risco quando presta serviço por processos indenizatórios, e como o senhor disse, aqui no Amazonas foi o único lugar que fez isso. Isso não existe, é ilegal, é um absurdo”, pontuou o presidente da CPI da Saúde.

Após o término do depoimento, o deputado Péricles, ressaltou que o empresário corre risco de receber o valor abaixo do combinado, por conta do contrato ter sido firmado de por “processo indenizatório” – ou ainda no pior dos casos, ficar sem receber. Segundo investigações da CPI da Saúde, a MedPlus disponibilizou para profissionais de UTI do hospital Nilton Lins sob o valor de R$ 30 mil, a cada seis plantões, ou seja, por plantão o valor saiu por R$ 5 mil – acima do valor de mercado.

Pedido negado

No término da sessão, o presidente da CPI da Saúde aproveitou o momento para anunciar o indeferimento do pedido de David Almeida (Avante) requerido ainda nesta manhã. Conforme Péricles, a comissão não reconhece nenhuma relação do ex-governador interino com os fatos investigados.

“Sobre requerimento do colega e ex-deputado estadual David Almeida, já indefiro esse pedido até pra dizer a todos que esta CPI não investiga diretamente pessoas, mas apura fatos que supostamente são ilegais. E com o desencadear destes fatos, são levantadas as relações dessas pessoas. Tendo em vista disso, afirmo que David Almeida, na época ex-governador interino, não teve nenhuma relação com que o foi apresentado”, informou Péricles.