CPI da Saúde aponta marido de Daniela Assayag como proprietário de empresa de respiradores

A secretária de Comunicação, convocou entrevista coletiva para esclarecer as acusações feitas na CPI.

Redação AM POST

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde revelou, no início da tarde desta quarta-feira (1), que documentos – em posse da CPI e repassados à Polícia Federal -, revelam que o marido da atual secretária de comunicação do Estado, Daniela Assayag, é sócio da empresa Andrade e Mansur Comércio de Materiais Hospitalares LTDA, conhecida como Sonoar. A compra foi feita em “contrato de gaveta”, não registrado na Junta Comercial, mas registrada em cartório.

O nome da atual secretária foi citado, no último dia 29 de junho, pelo ex-secretário de saúde do estado, Rodrigo Tobias. Segundo depoimento do gestor, Daniela teria participado de reuniões decisivas relacionadas ao processo de aquisição de respiradores.

De acordo com o parlamentar, Daniela Assayag, tinha interesse na aprovação de processo de dispensa de licitação, que normalmente demora até dois meses para liberação mas nesse caso dos respiradores demorou apenas um dia.

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“O interesse dela [Daniela Assayag] está bem claro porque o marido dela fazia parte da cota e desde janeiro atuava como dono desta empresa Sonoar”, declarou Péricles.

Segundo a CPI, Luiz Carlos Avelino Júnior detém 50% das cotas da empresa responsável pela aquisição e repasse de respiradores à loja de vinhos, que os vendeu com valores superfaturados ao governo do estado.
 
“Temos contrato de cessão que mostra claramente a participação dele na sociedade da empresa que, de acordo com toda a investigação, montou cenário que garantisse não só beneficiamento ilegal, mas também o pagamento em tempo recorde, antes mesmo de entregar os materiais”, afirmou o presidente da CPI, Delegado Péricles.

A Sonoar adquiriu 28 respiradores de leito e os revendeu para a FJAP, empresa que de fato concluiu fornecimento ao governo do estado. Do valor de aquisição inicial, a Sonoar obteve lucro de R$1.414.270,00 em negociação com a FJAP, já que os adquiriu por R$ 1.091.800,00 e os revendeu por R$2.480.000,00.

O beneficiamento ilícito pelas empresas ainda seguiu durante contratação com a Susam, que adquiriu os mesmos respiradores por R$ 2.976.000,00, um lucro de R$496 mil em prazo de duas horas e 30 minutos.

A secretária de Comunicação, convocou a imprensa nesta tarde para esclarecimento sobre as acusações feitas na CPI da Saúde.

Veja cessão de contrato disponibilizada pelo deputado: