Deputado sugere criação de outras CPIs para apurar irregularidades na educação e cultura do AM

Após CPI da Saúde constatar série de irregularidades na Susam, ele afirma que operação da PF terá muitos desdobramentos.

Redação AM POST

Em pronunciamento na Sessão Ordinária virtual da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta quarta-feira (1º) o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) sugeriu a instalação de novas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para apurar irregularidades em áreas como educação e cultura. Ele comentou , sobre os trabalhos da CPI da Saúde e a operação Sangria, desencadeada ontem (30) pela Polícia Federal (PF) que culminou com mandados de busca e apreensão na residência do governador do Amazonas, Wilson Lima, e a prisão temporária de oito pessoas ligadas ao Governo.

“Eu não tenho dúvidas que a operação da Polícia Federal é apenas um desdobramento de muitas outras operações. O depoente que ia na CPI, a gente sentia uma certa pressão, percebíamos que a pessoa não falava tudo, mas na PF o clima é outro. Tenho certeza que quem sentou lá entregou tudo e isso mostra que estávamos no caminho certo”, explicou o deputado.

“A CPI da Saúde trouxe um protagonismo para esta Casa, mas que precisa ter um posicionamento mais firme devido a sua importância. Faço um apelo aos meus pares que precisamos continuar trabalhando, não esqueçamos os milhões e milhões gastos na cultura como o contrato da Aades, o caso Dantas na Seduc, a empresa que faturou R$ 16 milhões com endereço em quarto de hotel. O papel do Legislativo é fiscalizar de forma séria, sob pena de soar mal para a avaliação da sociedade”, finalizou Wilker.

Titular da Comissão que investiga os contratos da pasta da Saúde com empresas e fornecedores, Wilker afirmou que a operação da PF ainda terá muitos desdobramentos, após os membros da CPI constatarem uma série de irregularidades em contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam). Além da compra superfaturada dos ventiladores pulmonares, a comissão verificou que existe uma “fábrica” de processos indenizatórios na Susam, interferência do governador em ações da pasta e outras supostas práticas de crimes na Administração Pública.