Privatização do Terminal Pesqueiro acabará com desperdício de pescado em Manaus, avalia Delegado Pablo

A iniciativa do governo Federal em privatizar terminais de pesca em várias cidades do País foi elogiada pelo deputado.

Redação AM POST

O Terminal Pesqueiro de Manaus, localizado ao lado da feira da Panair, no bairro de Educandos, está cada dia mais perto de ser privatizado e, dessa forma, acabar com o desperdício de peixes na capital do Amazonas.

A iniciativa do governo Federal em privatizar terminais de pesca em várias cidades do País foi elogiada pelo deputado federal Delegado Pablo, que defende a modernização do setor pesqueiro no Amazonas.

O parlamentar elogiou a decisão do presidente Jair Bolsonaro, que assinou o decreto n. 10.442/2020, preparando o setor para privatização. Na medida, foram beneficiados os terminais das cidades de Natal (RN), Aracajú (SE), Vitória (ES), Santos e Cananeia (SP).

Em maio, Bolsonaro já havia autorizado a privatização dos terminais pesqueiros de Manaus (AM) e Belém (PA), que enfrentam sérios problemas com abandono e sucateamento.

Pablo lembra que o terminal de Manaus foi construído em 2006, com recursos do governo Federal e da prefeitura de Manaus. Na época, a obra custou R$ 11,5 milhões e tinha como objetivo organizar a venda de pescado na capital, além de garantir estoque para os meses defeso.

“O terminal nunca funcionou com 100% da sua capacidade. Apenas a balsa onde atracam os barcos foi finalizada. As câmaras frigoríficas que receberiam o pescado, jamais foram entregues”, lembra o deputado.

Hoje, após 14 anos de sua inauguração, o terminal pesqueiro está abandonado. O prédio onde deviam funcionar as câmaras frigoríficas, agora serve de abrigo para dependentes químicos e bandidos.

“Estamos diante de um investimento numa área que é vocação natural do nosso povo: a pesca. É um setor que sustenta milhares de famílias em Manaus e no interior do Amazonas”, avalia Pablo. “Enquanto isso, toneladas de peixes são jogadas no lixo todos os dias porque não existe um local para armazenagem”, acrescentou.

Nestes 14 anos, o terminal passou por várias administrações e brigas judiciais. A obra esteve nas mãos da prefeitura de Manaus, Federação dos Pescadores (Fepesca), governo do Estado e sob o controle do extinto Ministério da Pesca.

Com a autorização do governo Federal em privatizar o terminal, talvez o local seja finalmente usado para seu verdadeiro propósito, que é acabar com o desperdício de peixes, permitir um estoque regulador, oferecer peixes com preços mais baixos e, principalmente, garantir melhores condições de trabalho a milhares de pescadores.