Vice-governador e jornalista são apontados pelo STJ como envolvidos na compra de respiradores superfaturados no AM

O assessor foi intimado na terça-feira (30) pela PF por sua constante ida até a loja de vinhos, FJAP e Cia, que vendeu os equipamentos hospitalares.

Redação AM POST

O assessor de comunicação do governo do Amazonas, Jefferson Coronel, e o vice-governador, Carlos Almeida, tiveram participação direta em suposto esquema de fraude e desvio na compra de respiradores para ajudar no enfrentamento à Covid-19 no Estado, conforme apontam documentos do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). A informação é do site Rada Amazônico que afirma ter tido acesso exclusivo aos documentos, no entanto, não os apresentou na matéria.

De acordo com reportagem, Jeferson Coronel, articulador do governo, foi “recrutado” por Carlos Almeida e apontado pelo STJ como “verdadeiro integrante da organização criminosa, incumbido de proteger o governador Wilson Lima em relação aos escândalos de corrupção relacionados à malversação de recurso públicos destinados à pandemia do novo coronavírus”.

Ainda segundo o documento, obtido pelo site, o jornalista se empenhava em atrair “servidores públicos com o objetivo de escamotear a verdade a respeito dos fatos denunciados com objetivo deliberado de isentar a responsabilidade do líder da organização criminosa investigada”.

A Operação Sangria deflagrada na última terça-feira (30) pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal apura suspeitas da prática de peculato, delitos da lei de licitações, organização criminosamente, lavagem de dinheiro, e crimes contra o sistema financeiro.

Jefferson Coronel, foi intimado pela PF para prestar depoimento na terça-feira (30), em razão de sua constante ida a loja de vinhos, FJAP e Cia, que vendeu os equipamentos hospitalares.

“Eu sempre comprei vinho lá e tudo no cartão de crédito. Eu gosto muito de vinho. Se eu ia três vezes por semana lá era pouco, eu fui muito lá, porque sempre gostei de vinho”, explicou Jeferson em entrevista à imprensa.

“Tem uma lista lá de 30 pessoas que eles [PF] estão chamando que tinha alguma relação. Como eu tinha uma relação pública ali com a vinheria, com o Fábio [dono da loja e preso na operação], é natural que eles chamem pra perguntar que tipo de relação eu tinha. Minha relação é única e exclusivamente de cliente. Eu não sabia nem que ele tinha vendido respirador. Eu conversava com ele toda semana, mas eu não sabia que tinha vendido pro governo”, completou.