Ex-presidente da Amazonastur, Orsine Junior, aparece em lista do TCE-AM de ex-gestores com irregulares

Ele foi braço direito do ex-governador Amazonino Mendes em sua última passagem pelo Executivo estadual.

Redação AM POST

O empresário e ex-presidente da Amazonastur, Orsine Oliveira Júnior, que atualmente comanda o PMN, figura entre os ex-gestores públicos do Amazonas com contas reprovadas pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) nos últimos oito anos. Na manhã desta sexta-feira (14), a relação com 616 nomes foi divulgada pelo órgão.

Orsine foi braço direito do ex-governador Amazonino Mendes (Podemos) em sua última passagem pelo Executivo estadual e mesmo depois do mandato continuou acompanhando o cacique da política amazonense.

Além dele a lista também destaca nomes como do ex-deputado federal, Hissa Abraão; do ex titular da extinta Semjel, Fabricio Silva Lima citado quatro vezes, três pela Semjel e outra pelo Fundo Estadual De Esporte E Lazer (Feel); do ex-comandante da polícia, Dan Câmara; Antônio Dias Dos Santos, do Corpo De Bombeiros; Auxiliadora Abrantes Pinto, da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas); Wilson Duarte Alecrim da Secretaria De Estado De Saúde – Susam, pelo ano de 2015.

A listagem, com cópias impressas dos autos e digitalizadas em DVDs, foi encaminhada aos gabinetes do presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Aristóteles Lima Thury; ao procurador Regional Eleitoral, Rafael da Silva Rocha, e à procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Nascimento Albuquerque, hoje pela manhã, antes de iniciar a coletiva virtual.

Ao falar aos jornalistas, o conselheiro Mario de Mello ressaltou que a lista do TCE não é dos gestores inelegíveis, como acreditam equivocadamente algumas pessoas, mas, sim, dos ordenadores de despesas que tiveram as contas rejeitadas pelo colegiado a partir de 2012 e cujos processos já transitaram em julgado. “Somente a Justiça Eleitoral pode decretar a inelegibilidade”, enfatizou o presidente do TCE-AM.

A elaboração da listagem, que foi feita a partir de um cruzamento minucioso de dados, levou em consideração, também, o julgamento político realizado pelo Poder Legislativo nos casos em que o referido poder não seguiu o entendimento do TCE pela aprovação e desaprovou as contas do referido gestor.