Motorista de aplicativo diz que foi ‘apalpado no órgão genital’ e por isso agrediu passageiro homossexual em Manaus

O homem está sendo indiciado por lesão corporal mas também alega que foi assediado em seu ambiente de trabalho.

Redação AM POST

Um motorista de aplicativo, identificado por Paulo Lima, 37, assumiu que agrediu com um soco o passageiro Clayton Oliveira, e alega que só teve a reação porque foi ‘apalpado’ pelo jovem, conforme informações do delegado João Neto, titular do 10ª Distrito Integrado de Polícia (DIP). A vítima denunciou o homem pelo crime de homofobia ocorrido na noite da última quarta-feira (12), durante uma corrida iniciada no bairro Alvorada, na Zona Centro-Oeste de Manaus e também divulgou o caso nas redes sociais.

“Recebemos o B.O na manhã de hoje sobre essa agressão, procuramos a pessoa responsável pela conta no aplicativo e essa indicou o seu tio, para quem ele havia emprestado o carro. Ouvimos esse homem e estamos na fase inicial da apuração, mas é cedo para falar alguma coisa. Mas o suposto autor confirma a agressão, mas disse que fez não por discriminação de orientação sexual, mas porque foi apalpado”, disse o delegado João Neto.

De acordo com a autoridade policial, o homem também relatou que o assédio do passageiro teria começado por meio de mensagem após aceitar a corrida. Paulo também afirmou que vem sofrendo ameaças desde que a vítima divulgou o caso nas redes sociais.

“Antes de aceitar a corrida dele eu tinha recusado algumas [corridas]. No aplicativo, se você rejeita várias corridas acaba ficando bloqueado por duas horas. Como eu não queria ficar bloqueado, acabei aceitado a corrida dele, ignorei a mensagem com teor sexual que ele me mandou pelo aplicativo e fui até o local solicitado. O passageiro entrou no meu carro com uma cerveja na mão, completamente bêbado, sentou no banco da frente sem usar máscara. E quando eu trocava a marcha ele se esfregava em mim”, disse.

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“Eu cheguei a falar para ele parar de se esfregar em mim, que eu ia levar ele numa boa para a casa dele. Quando eu coloquei as duas mãos no volante ele colocou a mão na minha parte íntima, segurou e apertou e eu dei um soco nele. Não estou arrependido por que eu fui abusado. Fui assediado em meu local de trabalho. Ele também não pulou do carro, o que aconteceu é que eu disse que ia na delegacia e ele começou a gritar e tentou abrir a porta do carro. Eu segurei o braço dele para não pular e brequei o carro, quando ele abriu a porta, pegou as coisas dele e desceu. A corrida durou uns 10 minutos no máximo”, relatou.

Em seu desabafo o homem afirmou que não tem preconceito contra homossexuais como tem sido acusado.”Estou muito chateado com essa situação, eu moro com minha esposa e um amigo gay, não tenho preconceito quanto a isso. Mas esse passageiro veio me tocar, não me respeitou. Quero dizer que não sou isso que estão falando na internet, quero justiça. Tudo o que ele falou nas mensagem me assediando eu passei para a polícia “, destacou.

Segundo o delegado João Neto, o motorista está sendo indiciado por lesão corporal.

*Com informações do Portal do Holanda