Professores aprovam indicativo de greve em repúdio ao retorno das aulas presenciais no Amazonas

O sindicato informou que realizará uma carreata na segunda-feira (3) com intuito de cobrar audiência pública na Aleam para discutir sobre os riscos do retorno “precipitado”.

Lucas Vasconcelos – Redação AM POST

O Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus (Asprom) aprovou na manhã deste sábado (1º) indicativo de greve da categoria. Em nota, a Asprom afirma que o decreto do Governo do Amazonas que determina o retorno das aulas é um ato “genocida” e que “transforma as escolas em abatedouro”. O anúncio aconteceu após assembleia geral extraordinária da categoria.

“O Plano de Retorno das aulas presenciais apresentado pelo governo não previu as reformas das janelas das salas de aulas e das salas de professores, não prevê a testagem em massa dos trabalhadores da Educação e dos alunos, para a detecção dos possíveis contaminados assintomáticos e, pior de tudo, não prevê nenhum controle do poder público sobre o transporte coletivo urbano, que é o principal meio de transporte utilizado por professores e alunos para se locomoverem”, informou em nota.

Ainda conforme o sindicato, a data indicada para deflagração da greve está marcada para a próxima quarta-feira (5).

“Neste dia, caso o Governo do Estado não tenha voltado atrás no seu decreto genocida, a categoria, em nova Assembleia Geral Extraordinária, deflagrará a greve contra o retorno das aulas presenciais nas escolas de Ensino Médio da Seduc. Torcemos para que o Governador Wilson Lima perceba o grande erro que está cometendo, colocando em risco as vidas de milhares de pessoas, e que volte atrás, para que não seja necessário que a greve seja deflagrada”, disse o sindicato.

Manifestação

O sindicato também informou que está preparando uma carreata nesta segunda-feira (3), às 8h, com destino a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), com a finalidade de cobrar a realização de uma audiência pública para debater sobre os riscos do retorno precipitado das aulas presenciais.