Cerca de 8,3 toneladas de pirarucu e carne de jacaré são apreendidas no Amazonas

A apreensão do material representa um prejuízo de R$ 163 mil ao crime.

Redação AM POST

Mais de oito toneladas de pirarucu (Arapaima gigas) foram apreendidas durante fiscalização da Base Fluvial Arpão, da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), na noite da última terça-feira (08/09), em Coari (a 363 quilômetros de Manaus). Na mesma ocorrência, os policiais militares e civis também identificaram 300 quilos de carne de jacaré. As duas espécies estão ameaçadas de extinção e são protegidas por lei.

A apreensão do material representa um prejuízo de R$ 163 mil ao crime. O proprietário da embarcação foi detido pelas equipes policiais e vai responder por crime ambiental. O caso foi registrado na Delegacia que funciona dentro da Base Arpão. O infrator pagou fiança, no valor de R$ 8.350,00, e vai responder em liberdade. A pena para o crime é de até três anos de detenção.

Considerado o maior peixe de escamas de água doce do mundo, o pirarucu tem a pesca proibida o ano inteiro pela Lei do Defeso. Só o permitido o comércio com licenciamento ambiental concedido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O comércio de carne de Jacaré não é permitido no Brasil desde 1967.

A apreensão foi realizada por volta das 22h, quando os policiais da Base Arpão realizaram fiscalização à embarcação denominada Deysy Regina. Durante as buscas, o material foi localizado na parte inferior do barco.

No último sábado (05/09), os agentes ambientais e os policiais civis e militares que atuam na Base Arpão localizaram cinco quelônios, 50 ovos de tracajá e cerca de 10 quilos de pirarucu em outra abordagem no município de Coari. Ninguém foi preso.

A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) proíbe matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a permissão, licença ou autorização da autoridade competente. A multa é de R$ 5 mil por unidade apreendida, segundo o Ibama.

Integração – Criada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), a base Arpão atua de forma integrada com efetivos das Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Federal, Força Nacional, Secretaria de Operações Integradas (Seopi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A ação ocorre em conjunto com a Operação “Hórus”, um dos eixos do Programa Nacional de Segurança de Fronteiras e Divisas (Vigia), do Ministério da Justiça.

A população pode contribuir com as ações por meio de denúncias anônimas ao 181, o disque-denúncia da SSP-AM. O serviço funciona 24 horas por dia em todo o estado.

* Com informações da Assessoria de Imprensa