Seguro defeso não vai acabar, garante secretário da Pesca em reunião com deputado Pablo

Ao invés de receber cinco meses de seguro, os trabalhadores da pesca terão direito a 12 meses de benefício, pagos mediante o programa Renda Brasil.

Redação AM POST

O governo Federal não vai acabar com o seguro defeso pago aos pescadores do Brasil. Ao invés de receber cinco meses de seguro, os trabalhadores da pesca terão direito a 12 meses de benefício, pagos mediante o programa Renda Brasil.

A garantia foi dada pelo secretário nacional da Pesca, Jorge Seif, durante encontro nesta quinta-feira (03/09) com o deputado federal do Amazonas, Delegado Pablo.

O encontro aconteceu em Manaus, onde Jorge Seif e Delegado Pablo conversaram sobre a ampliação do pagamento do seguro defeso e também sobre a privatização do terminal pesqueiro de Manaus.

Pablo disse ao secretário que os trabalhadores do setor pesqueiro estão preocupados com a notícia do fim do seguro defeso. “São mais de 50 mil pescadores em todo Amazonas que recebem o benefício. Eles estão preocupados com o fim do pagamento”, destacou deputado Pablo.

Jorge Seif garantiu que o governo Federal não tem planos para extinguir o benefício, no valor de um salário mínimo. “O seguro defeso é um direito de todos pescadores. Ele poderá ser incluído no programa Renda Brasil e, dessa forma, garantir o pagamento por 12 meses”, explicou.

Atualmente, os pescadores do Amazonas têm direito a cinco parcelas do seguro defeso, pago entre os meses de novembro a março. O período equivale à época que os peixes da região estão se reproduzindo, por isso a pesca é proibida.

Delegado Pablo e Jorge Seif também conversaram sobre a privatização do terminal pesqueiro de Manaus. Em junho, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que vários terminais pesqueiros do País serão privatizados, entre eles o de Manaus.

Localizado no bairro de Educandos, o terminal foi construído em 2006, porém nunca funcionou com sua capacidade máxima. Nestes 14 anos, as câmaras frigoríficas jamais receberam pescado.

O resultado é o desperdício de peixes nas feiras da capital, com toneladas de pescado jogadas no lixo todos os dias.

“Com a privatização, queremos que o terminal pesqueiro ajude os pescadores, feirantes e principalmente os consumidores, que terão peixes de boa qualidade e com preços mais baixos”, acrescentou Delegado Pablo.

* Com informações da Assessoria de Imprensa