Por que atletas de alta performance gostam tanto de pôquer
É uma modalidade completa, visto que oferece emoção, mas simultaneamente requer distintos tipos de habilidades, como a social e a lógica.
Redação AM POST
Quem acompanha o cenário do futebol provavelmente já ouviu falar da paixão de Neymar pelo pôquer. Além dele, muitos outros atletas e ex-atletas, como Gerard Piqué, Ronaldo, Michael Phelps e Rafael Nadal, já foram vistos em competições relativas à modalidade, cujo torneio mais visado é o evento principal da World Series of Poker.
Mas quais características o pôquer tem para atrair atletas ligados a esportes tão diferentes entre si? Abaixo, seguem alguns aspectos que fazem desse jogo algo tão fascinante.
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Competitividade
O primeiro ponto é o mais óbvio. Afinal, para um jogador ganhar fichas no pôquer, ao menos um outro tem necessariamente que perder.
O mesmo vale, é claro, para diversos esportes, visto que em geral pode haver apenas um jogador ou time campeão. Esse ponto talvez faça com que muitos atletas procurem se divertir com algo que também ofereça um clima de competição, algo a que já estão acostumados.
Socialização
“DSC_0569” (CC BY 2.0) by maveric2003
Pode parecer contraditório, mas, mesmo que a competitividade é um dos pontos fortes dessa modalidade, o pôquer também favorece um certo clima de camaradagem. E isso, por sua vez, ajuda muitos atletas de alta performance a liberar a tensão que é tão comum em suas respectivas profissões, nas quais a cobrança é imensa.
O fator sorte
Diferentemente de muitos outros jogos que envolvem algum tipo de aposta, o pôquer não é considerado um jogo de azar, visto que só vence a longo prazo quem sabe o que está fazendo com as cartas que recebe.
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Entretanto, não há como negar que a sorte tem, sim, certa influência no resultado de uma sessão de cash game (que são os jogos de que, normalmente, pode-se entrar ou sair na hora em que se bem entender) ou em um torneio.
Essa combinação de sorte e habilidade dá ao pôquer a dose ideal de imprevisibilidade. De fato, este talvez seja o único jogo em que um amador tem chances reais de eliminar um profissional em um determinado torneio.
Fonte: Unsplash
O blefe
Eis outro aspecto do pôquer que costuma cativar quem é interessado na modalidade: frequentemente é possível ganhar bastante fichas sem ter que mostrar suas cartas a ninguém. Isso força um jogador a estar sempre atento aos movimentos dos seus oponentes. Nunca dá para descartar a possibilidade de que alguém esteja tentando representar uma mão (quer dizer, uma determinada combinação de cartas) de forma a superestimar aquilo que realmente tem.
É precisamente nesses momentos que a habilidade faz a diferença no pôquer. A capacidade de representar e entender o que os outros jogadores estão tentando representar pode ser determinante para o seu sucesso no jogo.
Muitos atletas conhecem bem essa sensação, visto que em todos os esportes de competição é necessário saber antecipar os movimentos dos seus oponentes. Esse é o caso tanto para um lutador que busca uma abertura para aplicar um nocaute no seu adversário quanto para um atacante que espera o momento certo de driblar um zagueiro.
Pode-se notar que o pôquer é uma modalidade completa, visto que oferece emoção, mas simultaneamente requer distintos tipos de habilidades, como a social e a lógica. Dá para entender por que tanta gente do meio esportivo se interessa pelo jogo, mas é importante lembrar que ele não se destina apenas a esses profissionais, visto que qualquer pessoa que conheça os fundamentos da modalidade também pode se sair bem em uma jogada
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