Biomassa vira ração animal e reduz custo de produção
Uma ração extraída de biomassa está em fase de produção em Rio Preto da Eva.
Uma ração extraída de biomassa (microrganismos ricos em zooplâncton presentes na água) está em fase de produção em Rio Preto da Eva, município a 80km de distância de Manaus por estrada. O nutriente, pioneiro comercialmente no Brasil, reduzirá os custos na piscicultura e vai gerar emprego e renda para o Amazonas.
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“Com essa produção de ração de microrganismos colocamos mais um produto com a marca Amazônia no mercado nacional. A ração deve ter um custo menor para o produtor por não necessitar de uma tecnologia de produção tão complexa. Para fazer farinha de peixe, por exemplo, é preciso uma estrutura muito grande, ao contrário da biomassa de zooplâncton, o que vai baratear o valor da ração”, informa o coordenador do projeto, engenheiro Paulo Amaral Júnior, que é bolsista da Fundação de Amparo a Pesquisa do Amazonas (Fapeam) e realiza seu projeto com recursos do Governo do Estado, por meio do Programa de Subvenção Econômica à Inovação (Tecnova/AM).
O trabalho faz parte da pesquisa “Projeto Zooplâncton: produção biotecnológica intensiva de organismos aquáticos para a indústria de alimentação animal’’, desenvolvido pela empresa Ecology Biotecnologia, localizada no quilômetro 127 ramal do banco, quilômetro 10 da Rodovia AM-010, no município de Rio Preto da Eva.
O objetivo é comercializar uma parte da biomassa como insumo para a indústria de alimentação animal (farinha de plâncton) e a outra será vendida como alimento à base de zooplâncton, produto Premium, como alimento de peixes ornamentais.
A produção e comercialização de extrato bruto de biomassa irão auxiliar no crescimento econômico da piscicultura, além de potencializar a diversificação da aquicultura no Amazonas, já que o zooplâncton está presente em rios e tanques de piscicultura. A projeção de produção é de 30 quilos por dia, por tanque com 60 metros cúbicos de água.
“É uma nova forma de abastecer a indústria de ração. Nós ainda sofremos com a distância entre os Estados. Por isso, uma ração produzida aqui diminuirá esse custo de logística no valor final do produto”, explicou Amaral.
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Ainda segundo pesquisador, o estudo atende uma necessidade da indústria de alimentação animal regional e brasileira e deve baratear o valor do produto, além de oferecer uma nova alternativa no segmento alimentício. “É uma nova forma de abastecer a indústria de ração. Nós ainda sofremos com a distância entre os Estados. Por isso, uma ração produzida aqui diminuirá esse custo de logística no valor final do produto”, disse Amaral.
A grande expectativa do projeto em gerar emprego e renda para os moradores da região quando produzido em larga escala. Com o bom andamento do projeto, vamos precisar de mais recursos humanos seja para produzir a biomassa de zooplâncton ou para a comercialização do produto. Então, isso fortalecerá. Economicamente, o Amazonas”, disse o coordenador do projeto.
Para o pesquisador, o apoio da Fapeam está sendo fundamental para tornar o trabalho realidade. “A Fapeam é importante para andamento dessa pesquisa. Esse é um projeto que vai beneficiar a sociedade com a melhoria na qualidade da produção de pescado, geração de emprego e renda e transferência de tecnologia”, disse Amaral.
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