Presidente do Sinpol-AM se pronuncia sobre confusão em delegacia
Ele afirma que não agrediu nenhuma mulher e só queria ser desalgemado.
O presidente do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Amazonas (Sinpol-AM) e escrivão de Polícia Civil (EPC), Jaime Lopes dos Santos Filho, divulgou uma nota de esclarecimentos após ter sido detido no último sábado (21) suspeito de agredir uma mulher e seguranças da Casa de Shows Axerito, localizada na avenida Guilherme Paraense, Bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o presidente do Sinpol-AM visivelmente alterado discutindo com uma plantonista do 12º Distrito Integrado de Polícia – DIP, enquanto uma outra mulher e policiais tentam contê-lo.
Embrigado, Jaime Lopes teria chegado enfurecido no local e agrediu até seguranças da casa de shows que tentaram intervir na situação. Então o gerente do local acionou policiais que tentaram convencer o homem a se retirar, mas também foram agredidos e acionaram reforço para tentar conter o suspeito.
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No texto de esclarecimento, Jaime diz que está ‘muito abalado emocionalmente’ e explicou que está tentando reconstruir sua família após problemas em sua vida conjugal. Ele também afirma foi tentar espairecer na casa de shows, levou um empurrão e ressalta que não agrediu nenhuma mulher.
“Eu apenas acionei a segurança e pedi que interviessem face aquela situação. E continuei tranquilamente. Eu só queria paz. Depois, os Seguranças tentaram me retirar do local, ocasião em que ponderei uma vez que eu não havia perpetrado nenhuma conduta errônea. Em seguida, chegaram alguns policiais militares agindo com rispidez comigo numa ação desproporcional[…] Nesse momento, de fato, face a tudo que eu estava sendo submetido, acabei me exaltando”, declarou.
Sobre a confusão na delegacia ele disse que só queria ser desalgemado.
Veja vídeo:
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Leia a nota na íntegra:
Ainda estou muito abalado emocionalmente em virtude de todo o ocorrido comigo, sobretudo, com a tentativa de estigmatização da minha conduta com base em recortes.
Mas, não objetivo me eximir de qualquer eventual responsabilidade. Enfrentarei essa situação de cabeça erguida consciente que represento a Polícia Civil e que devo honrar quem confia em mim.
Em respeito aos meus filhos, a mãe das minhas filhas, demais familiares, amigos, aos Policiais Civis e a sociedade, sinto o desejo de me expressar, independente de compreensões e quais outros possíveis julgamentos.
De fato, me realizo em lutar pelos direitos da classe que orgulhosamente eu represento, de dar apoio a cada servidor ou ser humano, em qualquer necessidade, seja coletiva ou individual. Porém, jamais irei usar a entidade a qual presido para me blindar de problemas na esfera privada.
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Em síntese, recentemente, tive problemas na minha vida conjugal e por isso venho tentando reconstruir a minha família. Essa é a prioridade da minha vida. Como não havia logrado êxito em algumas empreitadas, resolvi sair e espairecer ouvindo o ritmo que mais gosto, forró. Por esse motivo, fui a Casa de Show Axerito. Lá chegando, me deparei com um contexto onde levei um empurrão.
Preliminarmente, estava em total condição de normalidade, portanto, busquei direcionar a coisa no campo da racionalidade. De igual modo, ressalto que não agredi mulher alguma e desafio quem quer que seja a provar o contrário. Eu apenas acionei a segurança e pedi que interviessem face aquela situação. E continuei tranquilamente. Eu só queria paz.
Depois, os Seguranças tentaram me retirar do local, ocasião em que ponderei uma vez que eu não havia perpetrado nenhuma conduta errônea.
Em seguida, chegaram alguns policiais militares agindo com rispidez comigo numa ação desproporcional.
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Ressalto que tenho total respeito pela Instituição Polícia Militar, inclusive, tenho familiares e amigos que atuam naquela instituição, além de sempre atuar em parceria com as associações dos Militares. Esse fato não mudará a minha opinião quanto a PM. Mas, como cidadão, questionei o motivo das agressões perpetradas contra mim e de toda espetacularização da abordagem feita a mim por aquela guarnição. Fui empurrado, chutado, derrubado e algemado sem qualquer motivo justificado. Fui lesionado no rosto e no corpo. Me algemaram tão fortemente que os meus braços ficaram cortados.
Nesse momento, de fato, face a tudo que eu estava sendo submetido, acabei me exaltando. Tudo isso aconteceu porque me opus a uma ordem que não era manifestamente legal. Quando cheguei a Delegacia, queria apenas que retirassem algema de mim, até porque o fato concreto, além de denotar uma agressão desnecessária a mim, inobservava aquilo que claramente preconiza a Súmula Vinculante n° 11 do STF.
Não me debruçarei acerca de manifestação oportunista de pseudo sindicato, de parlamentar oportunista e meio de comunicação manipulado que, se não fossem tendenciosos, no mínimo, me ouviriam.
Mas, creio num Deus justo e agradeço pelo imenso apoio que estou recebendo. Os fatos não mudarão a minha postura incondicional de defesa da Polícia Civil e de toda e qualquer Força Policial, onde quer que eu esteja.
De todo modo, estou a disposição dos Órgãos oficiais para esclarecer os fatos e, apesar de todo o exposto, face a inegável exposição, publicamente, quero pedir perdão aos meus filhos, a mãe das minhas filhas, aos meus familiares, ao Delegado, a Escrivã, a Investigadora plantonista, a toda equipe que estava de plantão e recebeu a ocorrência, bem como, a todos os sindicalizados do SINPOL/AM e de toda sociedade amazonense.
Jaime Lopes”
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