‘Urna pode ser fraudada’, dizem membros da CPI que apura votação eletrônica
Impressão do voto pode ser alternativa para fiscalização.
Recentemente, circulou pelo País a notícia de que as urnas eletrônicas não poderiam ser auditadas porque o voto de cada eleitor registrado eletronicamente não pode ser impresso. A impressão do voto poderia ajudar a fiscalizar as eleições. É por isso que o atual sistema de votação eletrônica foi debatido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (3), no plenário 9.
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Os próprios parlamentares, principalmente da oposição, colocaram em dúvidas a eficácia do sistema eletrônico. Uma proposta que previa a obrigatoriedade de imprimir os votos da urna eletrônica foi vetada pela presidente da República, Dilma Rousseff, ao sancionar a Lei da Reforma Eleitoral 13.165/2015. No entanto, outro projeto em tramitação no Senado Federal prevê o voto impresso para as eleições de 2018.
Com a justificativa de que o software da urna pode ser alterado e fraudado por hackers, os deputados integrantes da CPI aprovaram o requerimento para realização de uma audiência pública. O autor do pedido, deputado Fábio Sousa (PSDB-GO), lembrou que a urna eletrônica é um sistema de computação e pode sofrer invasões. “A situação é muito delicada por se tratar de um sistema essencial para democracia brasileira”, afirmou.
O parlamentar acrescentou que o Conselho Multidisciplinar Independente (CMind), formado por especialistas de diversas áreas acadêmicas e tecnológicas, já alertou várias vezes para a fragilidade das urnas eletrônicas brasileiras. Para debater o tema foram convidados representantes do Sistemas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Conselho Multidisciplinar Independente (CMind) e da Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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