Combustíveis: Álvaro Campelo não descarta a possibilidade de cartel em Manaus
Órgãos de defesa do consumidor se reuniram mais uma vez para discutir reajuste no preço.
Após a segunda reunião de representantes de órgãos de defesa do consumidor amazonense, para discutir constantes reajustes nos preços dos combustíveis em Manaus, o vereador Álvaro Campelo (PP), presidente da Comissão de Defesa do Consumidor (Comdec) da Câmara Municipal de Manaus, disse que vê grande progresso. Ele admitiu que o processo “é um pouco mais difícil que a questão da energia elétrica”. Por isso, o grupo está tomando todas as precauções. “Estamos nos cercando de todos os cuidados, colhendo todas as informações para que a ação traga os resultados que a população espera”, afirmou.
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Álvaro Campelo vê avanços a passos largos nos dois encontros já realizados, e informou que agora o grupo tem a confirmação da Agência Nacional de Petróleo (ANP) sobre o indicativo de combinação de preços. “Isso é um forte indício de formação de cartel, e a ANP vem para corroborar esta informação”, disse o vereador. Para o próximo encontro, o grupo aguarda mais informações que serão repassadas pela ANP, após contato com as distribuidoras, solicitando detalhes das planilhas com os detalhes de definição dos preços dos combustíveis.
Sobre a denúncia dos taxistas com relação aos aumentos nos preços do gás veicular, temos também a informação, por parte da Cigás, que o aumento concedido seria de 15 centavos, e os postos estão passando ao consumidor um aumento de 35 centavos, comentou Álvaro Campelo.
Esta luta para esclarecer e definir preços justos para os combustíveis em Manaus é mais difícil do que a atuação contra as abusivos reajustes nas contas de energia e a cobrança das bandeiras tarifárias. Por isso o grupo está tomando todas as precauções. “Estamos nos cercando de todos os cuidados, colhendo todas as informações, para que a ação traga os resultados que a população espera. É por isso que estamos realizando consecutivas reuniões, e vamos nos reunir pela terceira vez, porque apesar de estarmos pensando entrar com uma ação civil pública, não será como nos moldes da energia elétrica”, registrou o vereador.
A próxima reunião está agendada para a quinta-feira (3) também na sede do Procon municipal, na rua Afonso Pena, 38, Centro.
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