Suframa quer destravar polos naval e mineral com ajuda do Parlamento Amazônico
Rebecca Garcia reuniu com o deputado Sinésio Campos.
O desenvolvimento dos polos naval e mineral no Amazonas esteve na pauta da primeira reunião entre a nova gestora da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Rebecca Garcia, e o deputado estadual e presidente do Parlamento Amazônico, Sinésio Campos (PT), que representou a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). “Agora à frente da Suframa foi a primeira vez em que me reuni com um representante do Poder Legislativo estadual e saí muito satisfeita. Vamos trabalhar mais alinhados daqui pra frente para buscar novas formas de desenvolver o Estado”, resumiu Rebecca. O encontro ocorreu nesta sexta-feira (27), na sede da Suframa, em Manaus.
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Para o deputado estadual Sinésio Campos, que também é presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás e Energia da Aleam, a reunião é uma forma de “encurtar caminhos para fomentar a economia da região, que é um dos objetivos-fim da Suframa; e o Parlamento Amazônico está totalmente alinhado nesse objetivo”.
Durante a reunião foram tratadas alternativas para o crescimento do polo naval, “que vão desde políticas públicas específicas, passando por incentivos fiscais e vontade política”, listou o presidente do Parlamento Amazônico. “E para isso a ajuda de parceiros, como o Parlamento Amazônico, é de extrema importância”, emendou a superintendente da Suframa, que previamente confirmou presença nas próximas assembleias-gerais do Parlamento Amazônico.
Diferente do polo naval, o polo mineral do Amazonas está mais avançado, com a extração de silvinita em Autazes (distante 112 quilômetros de Manaus). O minério é matéria-prima para fabricação de 14 mil produtos e sua exploração vai gerar 14,7 mil empregos diretos na cidade a partir de 2016.
“A exploração de silvinita, de onde se extrai o potássio, será uma nova Zona Franca. O Amazonas tem a segunda maior reserva de silvinita do mundo e vai atender 25% do mercado brasileiro, que hoje compra 92% de potássio do exterior, como Canadá e Rússia”, apostou Sinésio.
A construção do complexo produtivo da empresa Potássio do Brasil, em Autazes, vai usar mão de obra de 4,5 mil pessoas diretamente. Quando o local estiver em funcionamento vai precisar de 10 mil pessoas para operar plenamente – 27% dos 37 mil habitantes da cidade, conforme projeção populacional para 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A construção está orçada em US$ 2,5 bilhões e começa em 2016, com duração de três anos. Já a produção, de fato, inicia em 2019 e deve durar 30 anos. A silvinita é usada na fabricação de 14 mil produtos, principalmente na agricultura, produção de alimentos, fabricação de material de limpeza e indústria farmacêutica.
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