Desembargador Rafael Romano é condenado a 47 anos de prisão acusado de estuprar a própria neta
Magistrado responde processo pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra a própria neta que na época tinha sete anos de idade.
Redação AM POST
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Na manhã desta segunda-feira (8), o desembargador aposentado Rafael Romano foi condenado a 47 anos de prisão. Ele responde processo pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra a própria neta que na época tinha sete anos de idade. O caso corre sob segredo de Justiça.
O crime teria acontecido de 2009 – quando a vítima tinha sete anos de idade – até 2016 mas só foi denunciado em fevereiro de 2018, quando a mãe da vítima, a advogada Luciana Pires, levou o caso ao Ministério Público baseada em relatos da menina.
Luciana comemorou hoje a decisão que condenou o magistrado, disse que a Justiça foi feita e foi provado que sua filha não estava mentindo.
Além da condenação, Romano também perdeu o cargo de desembargador do qual estava aposentado e um benefício no valor de R$ 16 mil pela magistratura. Ele ainda terá que pagar R$ 100 mil à vítima, a título de indenização, conforme foi estipulado em sentença, do juiz Ian Andrezzo Dutra, que está respondendo pela 1ª Vara de Crimes contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes.
Ele deverá manter distância de 100 metros dos locais de trabalho e de estudo da vítima e 300 metros das testemunhas de acusação além de ter que se apresentar ao juiz da vara de dois em dois meses.
A defesa do acusado disse que vai recorrer da decisão na tentativa de provar a inocência de seu cliente.
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