Caixões com “mortos por Covid” são usados para transportar drogas
Entorpecentes foram avaliados pela polícia em cerca de R$ 700 mil.
Não são apenas os gestores públicos que estão aproveitando o momento de pandemia para cometerem crimes. Uma ocorrência de tráfico de drogas em Jataí, no estado de Goiás, provou que até as mortes pela Covid-19 estão sendo usadas para levar entorpecentes de um lugar para outro. O crime foi descoberto na BR-060, quando o motorista de um carro funerário foi preso transportando 300 quilos de maconha dentro de dois caixões.
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De acordo com os policiais militares, ao ser interrogado, o homem demonstrou nervosismo e afirmou que havia saído de Ponta Porã (MS) com dois corpos que seriam enterrados em Goiânia, capital goiana. Porém, ao abrir os caixões, a polícia descobriu que na verdade o transporte não era de corpos, mas de drogas.
– O curioso é que o motorista narrou que eram dois corpos nos caixões e estavam isolados por serem vítimas da Covid-19. Os policiais decidiram abrir os caixões e se depararam com essa grande quantidade de droga. Foi uma ocorrência exótica – disse o tenente-coronel Sérgio Marques Duarte.
Após a descoberta do crime, o motorista disse aos policiais que receberia até R$ 5 mil para levar o carregamento de maconha, avaliado em R$ 700 mil, de Ponta Porã para Goiânia. Ele agora vai responder pelo crime de tráfico de drogas.
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