Jornal Nacional mostra gravações e mensagens de investigados na Operação Sangria
Polícia Federal apura superfaturamento na compra de respiradores no Amazonas.
- Foto: reprodução
Redação AM POST
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A segunda fase da Operação Sangria, que investiga supostas fraudes e desvios de dinheiro na compra de respiradores para atender casos de Covid-19 no Amazonas, foi repercutida em reportagem do Jornal Nacional desta segunda-feira (19), que mostrou gravações e mensagens dos investigados no inquérito da Polícia Federal.
Durante as investigações os agentes apreenderam documentos com propostas de venda de mais respiradores da loja de vinhos para o governo do Estado, que somam mais de R$ 35 milhões, e segundo a PF o negócio só não foi concluído porque os envolvidos foram presos antes.
A matéria mostrou conversa, ocorrida no dia 4 de abril deste ano, entre o ex-secretário de saúde, Rodrigo Tobias, preso na segunda fase da operação, e o ex-secretário adjunto da pasta, Perseverando da Trindade Garcia, onde é revelado que o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), conhecia um empresário que financiaria os respiradores para o Governo do Estado.
Rodrigo descreveu o empresário como “um cara grande que tem bala na agulha” e se prontificou a fazer as compras dos aparelhos para depois o governo comprar dele. Conforme a Polícia Federal o nome do homem ainda não foi divulgado mas ele está sendo investigado.
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Em outra conversa ocorrida em um grupo de Whatsapp chamado ‘só nós aqui’, Perseverando, sugere que se faça uma licitação fantasma para concretizar a compra de respiradores da loja de vinhos.
Após inicio das investigações da PF os suspeitos desmontoaram-se apreensivos em troca de mensagens ocorrida em junho onde o ex-secretário executivo da saúde, João Paulo Marques dos Santos, preso na primeira fase da operação sangria, teme que o grupo sirva de bode expiatório pela compra irregular dos equipamentos.
O Delegado Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Henrique Albergaria Silva, disse ao JN que foi possível constatar ingerência da alta cúpula do governo na gestão de Rodrigo Tobias.
Vice-governador
As investigações tentam descobrir porque o vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida, apontado com alguém de grande influência no suposto esquema fraudulento, usava salas de um edifício comercial na capital para realizar reuniões com integrantes do governo, parlamentares e empresários.
A PF suspeita que os encontros serviram para pagamento de propina. Carlos Almeida é visto em imagens de câmeras de segurança chegando ao prédio com assessores e depois foi filmado saindo com uma bolsa.
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