Vice-governador joga fraude de respiradores no colo de Wilson Lima
Confira depoimento de Carlos Almeida a PF que voltam a colocar o governador no centro das compras suspeitas de equipamentos médicos.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST*
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O vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida, foi apontado com alguém de grande influência no suposto esquema fraudulento de compra de respiradores para enfrentamento à Covid-19 no Amazonas investigado na Operação Sangria, disse à Polícia Federal que o governador Wilson Lima (PSC) indicou o empresário Gutemberg Leão Alencar para intermediar a compra dos equipamentos médicos e ele não participou das tratativas.
O depoimento de Almeida confirma as revelações do ex-secretário de Estado de Saúde, Rodrigo Tobias, e voltam a colocar Wilson Lima no centro das compras suspeitas de equipamentos médicos.
De acordo com Carlos Almeida, o empresário, apontado como homem de confiança do governador, foi apresentado a ele como um dos coordenadores da campanha.
“Alencar tinha má fama no Amazonas há muitos anos de ser truculento, arrogante e, por isso, queria distância dessa pessoa; que mal manteve contato com essa pessoa; que Wilson queria que Alencar fosse coordenador de campanha no PSC; que quando do início da pandemia, Wilson Lima o contatou afirmando que Alencar queria ajudar o governo no combate à doença; que naquele momento o Estado do Amazonas não havia leitos, não havia medicamentos, não estava preparado para enfrentar o Covid-19 e surgiram diversas pessoas procurando os governantes oferecendo ajuda; Que dentro dessas pessoas era necessário fazer um filtro”, consta no depoimento dado à PF.
Almeida afirmou também desconhecer o dono da empresa Sonoar, que participou do negócio, e garante que nunca tratou de negociações envolvendo a compra dos respiradores.
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De acordo com Carlos só após ser noticiado o escandalo de corrupção ele teve conversa com Wilson Lima para entender o que estava acontecendo. “Antes e depois nesses fatos, teve conversa séria com o governador e tomou decisão de se afastar da Casa Civil em 4 de maio; que, desde março, já havia percebido uma incompatibilidade da gestão administrativo com governador; que não havia uma pessoa responsável por manter o declarante atualizado acerca das compras do respiradores pulmonares”, frisou.
Veja parte do depoimento de Carlos Almeida:
*Com informações do site O Antagonista
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