Amazonas não é o único a sofrer com a falta de oxigênio e superlotação devido segunda onda de Covid-19
Ao que se sabe outros lugares do Brasil e até do mundo estão passando por problemas com o novo surto da doença.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST
A crise de oxigênio e no sistema de saúde não está acontecendo apenas no Amazonas, ao que se sabe, outros lugares do Brasil e até do mundo estão tendo problemas com o novo surto da doença.
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O estado de Rondônia, por exemplo, também está sofrendo com falta de leitos para doentes com covid-19, e é necessária a transferência destas vítimas para desafogar a rede de saúde e garantir que novos pacientes consigam iniciar o tratamento em hospitais.
O Governo de Rondônia publicou na madrugada desta quarta-feira (27), um novo decreto, mantendo até o próximo sábado (30), as medidas de isolamento social, com toque de recolher, nos 29 municípios com grande incidência de casos e mortes por Coronavírus. Algumas regras foram alteradas, como a compra de bebidas, que continua proibida no período noturno, mas agora a partir das 19 horas até 6 da manhã.
No Pará, a disparada nos casos de Covid preocupa as cidades do interior. Em Monte Alegre, no oeste do estado, parentes dos pacientes internados estão preocupados com o risco de falta de oxigênio.
A cidade tem 17 pessoas internadas com Covid. O número de casos disparou nos últimos dias e a prefeitura decidiu transformar a unidade básica de saúde em um centro de atendimento exclusivo para a doença.
Los Angeles
Em Los Angeles uma pessoa morre de Covid a cada 8 minutos. Na primeira quinzena de janeiro morreram 3,8 mil pessoas no país, um dia depois de os Estados Unidos baterem o recorde de mortes com mais de 4,4 mil vítimas.
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A Califórnia foi o primeiro Estado dos EUA a implementar lockdown (fechamento total de comércios e serviços não essenciais) quando a pandemia começou a se alastrar no ano passado, mas milhões de trabalhadores são considerados essenciais e tiveram que continuar trabalhando em setores como agricultura e serviços essenciais.
Especialistas apontam que a densidade na cidade de Los Angeles, onde muitas vezes várias famílias ocupam a mesma casa, tem sido um dos motivos para o aumento desproporcional das infecções nos últimos dois meses.
A população hispânica foi a mais afetada, a taxa de mortalidade latina é de 193 por cada 100 mil pessoas, em comparação com 115 para negros e 68 para brancos. E para cada duas pessoas que morrem no bairro rico de Bel Air, mais de 230 pessoas morrem no leste de Los Angeles, uma área predominantemente hispânica.
Portugal
Começou a faltar oxigênio em hospitais de Lisboa, em Portugal. Segundo a emissora SIC portuguesa, o primeiro a sofrer com escassez do insumo é o hospital Amadora-Sintra, unidade de referência no tratamento de Covid-19.
Os hospitais portugueses estão à beira do colapso. Por falta de leitos, o Ministério da Saúde já estuda a transferência de pacientes para o exterior. Na avaliação da médica gaúcha Nair Amaral, 52 anos, especialista em cirurgia geral, que trabalha há quase três anos em Lisboa em hospitais do sistema público de saúde, a variante britânica do vírus, mais contagiosa, provocou esse “boom” das infecções em Portugal.
“Desde o início do mês, houve um aumento no número de doentes buscando os serviços de urgência, aumento no número de doentes graves, aumento de internados em enfermarias e em cuidados intensivos”, relata. “Muito mais jovens positivos, mas não mais jovens saudáveis graves”, detalha. Segundo a médica gaúcha, o que está ocorrendo neste inverno no hemisfério norte já era previsível e foi a “tempestade perfeita”.
Uma pesquisa feita pela Universidade de Oxford, aponta que Portugal é o país que mais tem registrado novos casos da infecção viral e apresenta a maior taxa de contágios. Uma medida que está sendo cogitada, é a transferência de pacientes para o exterior, já que todos os hospitais do país estão a beira do colapso. No entanto, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa disse em entrevista coletiva que não havia necessidade de criar “alarme” sobre a ideia de ajuda internacional, mas acrescentou: “Sabemos que há disponibilidade de países amigos para ajudar.”
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