Variante brasileira circula em mais uma cidade da Itália
A confirmação foi feita pelo laboratório da Unidade de microbiologia e virologia do Hospital de Siena.
- Foto: Reprodução
Agência ANSA
CHIUSI, 8 FEV (ANSA) – As autoridades sanitárias da Itália informaram nesta segunda-feira (8) que a variante brasileira do novo coronavírus (Sars-CoV-2) foi detectada em alguns pacientes do município de Chiusi, na região da Toscana.
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A confirmação foi feita pelo laboratório da Unidade de microbiologia e virologia do Hospital de Siena, onde foram analisados testes de moradores de Siena. Agora, o Instituto Superior de Saúde (ISS) verificará e validará as amostras.
Devido ao aumento dos casos da Covid-19, a cidade italiana está classificada como “zona vermelha”, a mais restritiva e que prevê medidas semelhantes às do lockdown.
Na última sexta-feira (5), a prefeitura de Chiusi, que também determinou o fechamento de todas as escolas, já havia anunciado que as variantes brasileira e sul-africana foram detectadas na região.
“A região de Spike analisada corresponde àquela reconhecida por anticorpos neutralizantes, por isso é necessário identificar as variantes”, explicou Maria Grazia Cusi, diretora de microbiologia da AOU Senese.
Segundo a especialista, o estudo indicou que a cepa brasileira parece “mais contagiosa que o vírus original que está circulando”, mas ainda não há dados específicos sobre seu perigo.
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Teste rápido – As autoridades de saúde da Itália estão desenvolvendo um teste rápido que, em apenas duas horas, permite identificar as três variantes do vírus Sars-CoV-2 em circulação no país.
A expectativa é de que o exame fique à disposição de todos os laboratórios já no final de fevereiro.
“É a ferramenta que permite fazer uma primeira triagem nos testes que deram positivo para o molecular. Depois ainda será necessário sequenciar o material genético do vírus tanto para ter a confirmação definitiva quanto para identificar novas variantes, sem ser a inglesa, a brasileira e sul-africana”, disse à ANSA o virologista Francesco Broccolo, da Universidade de Milão Bicocca e diretor do laboratório Cerba de Milão.
Ao contrário do teste desenvolvido inicialmente, o novo teste foi criado com base em uma modificação da técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR), usada para amplificar o material genético do vírus obtido com o swab.
Chamada PCR Multiplex, a técnica é especializada na detecção de mutações dentro de um gene por meio de sondas moleculares marcadas com moléculas fluorescentes (fluorocromos). Este último identifica as variantes.
“Cada variante tem uma modalidade que a diferencia e por isso é possível identificá-las olhando diretamente para essas características, antes mesmo do sequenciamento”, explicou o virologista. (ANSA)
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