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Coronavírus

Após viver pior fase da pandemia, Amazonas reduz números críticos enquanto o resto do pais bate recorde de mortes e esgota leitos

Em janeiro deste ano o Estado sofreu com a pior fase da pandemia que agora se alastra pelo resto do Brasil.

Por Natan AMPOST

03/03/2021 às 13:57 - Atualizado em 04/03/2021 às 12:50

Redação AM POST

O Amazonas já apresenta melhora nos índices que controlam a segunda onda de pandemia de coronavírus na região, o que fez com que Manaus passasse no último mês da fase roxa, a mais grave, para a vermelha, menos crítica. Em janeiro deste ano o Estado viveu a pior fase da pandemia que agora se alastra pelo resto do Brasil.

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Desde o início da pandemia, a Covid-19 já matou 11.012 pessoas no Amazonas, que acumula 318.244 mil casos. A taxa de mortes no Estado chegou a 140 óbitos diários em 21 de janeiro. Hoje, está em 70 mortes por dia. A média móvel de casos também baixou. Devido a melhora o governo do Estado iniciou um afrouxamento de parte das restrições à circulação de pessoas e ao funcionamento do comércio.

Boletim da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) dessa terça-feira (2), registrou 1.576 novos casos da Covid, 74 óbitos e 1.053 pacientes internados, sendo 588 em leitos (112 na rede privada e 476 na rede pública), 452 em UTI (135 na rede privada e 317 na rede pública) e 13 em sala vermelha, estrutura voltada à assistência temporária para estabilização de pacientes críticos/graves para posterior encaminhamento a outros pontos da rede de atenção à saúde.

Porém, no restante do país o cenário é outro. Pelo menos quatro grandes hospitais privados da capital paulista – Einstein, Oswaldo Cruz, BP e São Camilo, afirmam que atingiram nos últimos dias 100% de ocupação de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para internados com covid-19. Com isso, já trabalham na abertura de novos leitos. Ao contrário da Prevent Senior que decidiu suspender as cirurgias eletivas para evitar superlotação, as unidades consultadas afirmam que continuam realizando os procedimentos considerados de não emergência.

Ontem (2), o governador de São Paulo, João Doria, havia dito que esta é a “pior semana da pandemia”. O recorde anterior de mortes em 24 horas no estado era de 455, registrado em 13 de agosto de 2020. “Entramos na pior semana da covid-19 da história da pandemia desde 26 de fevereiro. Isso não apenas em São Paulo, os demais estados também. Eu tenho falado com governadores de outros estados, há uma preocupação generalizada dos secretários de Saúde”, afirmou o governador, em evento de lançamento de novos pontos de vacinação drive-thru na capital paulista.

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Doria não descartou a adoção de medidas mais restritivas para conter o avanço da pandemia. “Não se descarta nenhuma medida desde que elas sejam embasadas pela ciência e pela saúde”, disse.

O Hospital Moinhos de Vento, o maior da rede privada de Porto Alegre (RS), vive um verdadeiro cenário de guerra, em meio à explosão de internações de pacientes com covid-19. Com o número de mortes também aumentando, a instituição vai contratar um contêiner para acomodar as vítimas da doença, segundo disse hoje o superintendente médico Luiz Antônio Nasi.

O Rio Grande do Sul também registrou, ontem, o maior balanço diário de mortes causadas pela covid-19 e está a beira de um colapso no sistema de saúde, com 185 óbitos confirmados nas últimas 24 horas, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde. O recorde anterior era de 144 mortes, alcançado em 29 de dezembro de 2020.

Desde o último sábado (27), o estado inteiro está em bandeira preta no plano de distanciamento controlado. A classificação prevê fechamento do comércio não essencial, proibição de permanência nas orlas das praias, suspensão das aulas presenciais e outras medidas restritivas.

Em três cidades de Santa Catarina, ao menos 20 pessoas morreram enquanto aguardavam transferência para leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) voltados para o tratamento da covid-19. As mortes foram registradas entre 21 de fevereiro e hoje. O estado começou hoje a levar pacientes para o Espírito Santo devido à falta de leitos especializados.

Uma semana após atingir 250 mil mortes, o Brasil registrou hoje mais duas tristes marcas: o maior número de óbitos de toda a pandemia e a maior média móvel de mortes. Foram 1.726 mortes nas últimas 24 horas, superando assim o recorde anterior de 1.582 óbitos em uma dia, na última quinta-feira (25). O levantamento é do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, com base nos dados fornecidos pelas secretarias estaduais de saúde.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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