Chico Preto indaga Omar sobre mortes no AM causadas por desvios na saúde desvendados pela Operação Maus Caminhos
Escolhido para comandar a CPI da Covid, o senador foi alvo da operação do MPF feita para investigar o desvio de cerca de R$ 260 milhões de verbas públicas da saúde do AM por meio de contratos milionários.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST
O ex-vereador de Manaus, Chico Preto (DC), provocou nas redes sociais o senador Omar Aziz (PSD), escolhido para presidir a CPI da Covid no Senado, que vai investigar a conduta de autoridades e o uso de verbas federais no enfrentamento da pandemia, e que responde na Justiça por suspeitas envolvendo desvio de recursos públicos.
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Omar ainda deve respostas sobre como as autoridades não devem agir na saúde pública e na publicação Chico Preto questiona o senador sobre a quantidade de mortes que foram causadas pelo desvio na saúde do Amazonas avaliado em R$ 260 milhões, em investigação do Ministério Público Federal e Polícia Federal no Estado na Operação Maus Caminhos.
“Uma CPI se baseia em fatos e números. Diante disso, minha indagação ao Omar Aziz, presidente da CPI da Covid, é: V.Ex.ª sabe quantas pessoas deixaram de ter assistência e perderam suas vidas por conta dos desvios na saúde do AM desvendados pela Operação Maus Caminhos?”, questionou o ex-vereador.
Em seu primeiro discurso após ser eleito presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, Omar falou sobre as mortes pela Covid-19 que podem ter sido causadas por desvio de verbas federais. “Não podemos proteger ninguém que falhou ou errou em nome de quase 400 mil óbitos”, disse.
Corrupção no Amazonas
Omar é investigado na Maus Caminhos porque, quando ele era governador do Amazonas, parte de contratos foi firmada e um relatório parcial da Polícia Federal, o da Operação Vertex, um desdobramento da Maus Caminhos, cita seu nome 256 vezes em 257 páginas.
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Um dos trechos diz que “os indícios da atuação de OMAR AZIZ para a criação e manutenção da organização criminosa formada em torno do Instituto Novos Caminhos são robustos e permeiam toda a investigação”.
A esposa do senador e seus irmãos chegaram a ser presos.
Em outro, destaca-se o trecho em que uma colaboradora dos investigadores aponta que o senador recebia propina: “XXXX diz que, após o início das atividades da OS, o valor que deveria ser entregue a OMAR AZIZ era de 500 mil reais. Esse valor era entregue toda vez que a OS ia recebendo do Estado do Amazonas e que os valores eram entregues de forma fracionada. XXXX já realizou entrega de parte do valor destinado a OMAR. AZIZ para funcionários do Senador.”
Os autos chegaram a ser encaminhados para o Supremo Tribunal Federal em razão do fato de Aziz ser senador, mas o novo entendimento da corte sobre foro privilegiado fez com que, em junho de 2018, retornassem ao Amazonas. A investigação contra o senador atualmente está na Justiça Federal do Amazonas.
Ainda não há decisão da Justiça no processo. O político está com os bens bloqueados e o passaporte retido, conforme confirmou sua defesa à CNN.
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