Com imagem desgastada e acúmulo de derrotas, Eduardo Braga deve tentar retorno ao Governo AM
Político enfrenta uma barreira de rejeição muito forte entre os eleitores devido sua imagem já desgastada, uma vez que teve o nome citado em investigações da Justiça Federal.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST
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Apontado como pré-candidatos ao Governo do Amazonas nas eleições de 2022, o senador Eduardo Braga (MDB) está há cerca de 10 anos sem conquistar um cargo no Executivo, tendo sido derrotado até com quem escolheu apoiar em disputas pela Prefeitura de Manaus e quase não foi reeleito senador em 2018.
Embora não confirme que deve participar do próximo pleito, o cacique da política amazonense já manifesta nas redes sociais o ensaio de sua pré-campanha ao governo do Estado. Porém, Braga enfrenta uma barreira de rejeição muito forte entre os eleitores devido seu discurso sem novidades e sua imagem já desgastada, uma vez que teve o nome citado em investigações da Justiça Federal.
Em 2018, ele foi alvo de inquérito autorizado pelo então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para apurar um suposto esquema de pagamento de R$ 40 milhões do grupo J&F a congressistas do MDB. As suspeitas foram levantadas nas delações premiadas do executivo Ricardo Saud e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, e envolvem também outros quatro senadores da legenda, além do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rego.
Em novo desdobramento da operação, em 2019, Eduardo Braga foi intimado pela PF, numa operação que também realizou busca e apreensão, além das medidas de sequestro de bens a outros 10 parlamentares. Na época, o senador confirmou o recebimento da intimação e descartou ter sido preso ou alvo de busca e apreensão. Mais recentemente, em 2020, a mesma investigação passou a tramitar em segredo de Justiça.
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Antes disso, em 2013, o senador também virou alvo de investigação do STF, quando o presidente era Gilmar Mendes, por suspeita de formação de quadrilha, fraude em licitação e peculato. O caso era referente à desapropriação de um terreno para construção de casas populares, em Manaus, quando Braga foi governador do Amazonas.
No pedido de investigação da Procuradoria-Geral da República, na época, foi destacado que o terreno foi comprado pela empresa Colúmbia Engenharia, em abril de 2003, por R$ 400 mil. Dois meses depois, o governo do estado do Amazonas desapropriou o terreno e pagou R$ 13 milhões de indenização à empresa. Uma valorização de aproximadamente 3.100%. O pedido dizia ainda que “há indícios de que Eduardo Braga teria contribuído para o desvio de vultosa quantia dos cofres do estado do Amazonas”.
*Com informações do AM1
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