Senador Omar Aziz visita interior do AM com jatinho que já foi apreendido na operação ‘Maus Caminhos’
O avião Cessna 560XLS prefixo PR-TRJ foi apreendido em setembro de 2016 na Operação Maus Caminhos, em que o parlamentar foi investigado.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST*
PUBLICIDADE
O senador, Omar Aziz (PSD), pré-candidato a reeleição, visitou os municípios de Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, no interior do Amazonas, neste final de semana, e estaria utilizando na viagem o avião Cessna 560XLS prefixo PR-TRJ apreendido em setembro de 2016 na Operação Maus Caminhos, em que o parlamentar foi investigado suspeito de desviar recursos para a área da saúde quando foi governador do Amazonas. A informação é do Portal In 9.
De acordo com o portal, em uma pesquisa rápida feita no site da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) o jatinho em questão, pertence a Lugarfix Sociedad Anonima, sediada no Uruguai, país qualificado como paraíso fiscal permitindo a ocultação de patrimônio, e tem registro de operação no Brasil para a empresa Rico Linhas Aéreas.
Vale destacar que não é ilegal que o senador de frete a aeronave, só parece curioso que ele sendo investigado na Operação Maus Caminhos apareça agora, justamente utilizando o avião Cessna 560XLS prefixo PR-TRJ.
A reportagem do AM POST procurou a assessoria do senador para falar sobre o caso mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.
PUBLICIDADE
- Foto: Reprodução
Sobre o Jatinho
A aeronave foi apreendida na Operação Maus Caminhos sob suspeita de pertencer ao médico Mouhamad Moustafa, apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como líder do esquema criminoso, que desviou R$ 104 milhões da Saúde do Amazonas entre 2014 e 2016, e ter sido adquirida com recursos de origem ilícita. Em uma das sentenças em que o médico foi condenado, a Justiça Federal decretou o perdimento do avião em favor da União.
Em agosto de 2020, após a empresa Lugarfix S/A comprovar ser a legítima proprietária e a Rico Táxi Aéreo ser a arrendatária operacional da aeronave, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspendeu a nomeação da Polícia Militar de Minas Gerais como depositária fiel e devolveu o avião à Rico Táxi Aéreo. Em seguida, o governo mineiro apresentou o recurso no STJ, que foi negado no último dia 2 de setembro.
No último dia 25 de agosto, a Revista Crusué publicou reportagem afirmando que o avião, que deveria ser destinado somente “ao combate à violência e à promoção da segurança pública”, foi usado pelo governador Romeu Zema (Novo) em agenda política e também pelo presidente do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), desembargador Nelson Missias de Moraes e outros magistrados.
De acordo com a revista, as informações foram descobertas pelos donos do avião quando foram buscar a aeronave e tiveram acesso aos planos de voo do período. O governo mineiro informou que, dos 56 voos realizados pela aeronave, “30 foram destinados diretamente a ações de segurança pública, seis para ações emergenciais de enfrentamento à pandemia da Covid-19”.
O governo do Estado também confirmou que o jatinho foi usado 20 vezes para transporte de autoridades estatais. Segundo nota enviada à revista, o objetivo desses deslocamentos era “atrair investimentos, desenvolver políticas públicas e garantir a retomada de economia do Estado”.
- Foto: Reprodução
- Foto: Reprodução
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos











