Hapvida comete fraude em contrato no Amazonas e CVM não se pronúncia
A empresa recebe mensalmente R$ 7.308.595,88 milhões mas não prova com documentos a correspondente prestação de serviços aos professores do estado.
Redação AM POST
A Hapvida foi denunciada na última semana pelo deputado estadual Wilker Barreto (Cidadania) por não cumprir termos do Contrato nº 07/2022, no valor de R$ 87,7 milhões, firmado com a Secretaria de Estado da Educação e Desporto (Seduc) pelo período de 12 meses e prejudicar vários professores do interior do estado, que são 15 mil nos 61 municípios do interior do Amazonas.
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De acordo com o deputado a empresa recebe mensalmente R$ 7.308.595,88 milhões mas não prova com documentos a correspondente prestação de serviços aos professores. O parlamentar afirmou que a empresa está fraudando também o Sistema Único de Saúde (SUS) e as diretrizes da própria Agência Nacional de Saúde (ANS).
Hapvida não instalou os oito polos de atendimento nas principais calhas de rios no interior do estado e também não faz a transferência de pacientes do interior para a capital diante da falta de atendimento nessas cidades-polos. Dessa forma, a assistência em saúde ao professor é ruim, obrigando a busca de socorro no serviço público do SUS.
Com uma péssima administração a Hapvida que se diz apoiadora do ESG, abreviação, em inglês, que traduz environmental, social and governance, e remete às boas práticas ambientais, sociais e de governança de uma determinada organização.
Acionistas
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que é uma autarquia vinculada ao Ministério da Economia com a finalidade de disciplinar, fiscalizar e desenvolver o mercado de valores mobiliários, não se pronunciou sobre o caso.
Vale destacar que o Grupo Hapvida abriu capital na bolsa de valores de São Paulo em 2018. O controle acionário da empresa pertence à PPAR Pinheiro Participações S.A. que detém mais de 77% das ações ordinárias (HAPV3) e é dirigida pelos empresários Jorge Fontoura Pinheiro Koren de Lima e Candido Pinheiro Koren de Lima Junior.
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A multinacional operadora de investimentos BlackRock, com sede nos Estados Unidos e comandada no Brasil por Karina Saade, também comprou em maio deste ano 5,03% das ações de emissão da gestora de saúde.
A Dynamo, uma das gestoras mais renomadas do Brasil, fundada por Bruno Rocha e Pedro Erbele, também faz parte do quadro de sócios da Hapvida e possivelmente não sabe sobre essa fraude ocorrida no Amazonas.
Além dela, o Fundo Absoluto Partners comandado por José Zitelmann Falcão Vieira também participa do quadro de acionistas da empresa.
Pode-se destacar ainda a gestora de recursos independente Núcleo Capital, gerenciada por Luís Guilherme Ronchel Soares e João Marcelo Grossi Ferreira.
As ações da Hapvida (HAPV3), comandada pelo Bank of America, fecharam em alta de 16,97%, cotadas a R$ 7,72. Embora acumulem queda de 50% no ano, os papéis têm ganho mensal de 21%.
O que mais chama a atenção são esses acionistas não se atentarem para esse tipo de fraude que causa risco gigante dos investidores na compra de ações da Hapvida, que oferece serviço precário e prejudica a imagem de quem se vincula a ela.
A reportagem do Portal AM POST, tentou contato com a CVM e acionistas para cobrar um posicionamento sobre fraudes da hapvida em relação aos professores da Seduc-AM mas até o fechamento desta reportagem não obteve resposta. Fica aberto espaço para futuros esclarecimentos.
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