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Eleições 2022

VERGONHA: Quase 5 mil profissionais da Comunicação assinam petição em apoio a Lula

Após decisões de censura do Tribunal Superior Eleitoral a bolsonaristas a mando do PT, jornalistas assinaram petição online.

Por Natan AMPOST

25/10/2022 às 19:51

Redação AM POST

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Após decisões de censura do Tribunal Superior Eleitoral a bolsonaristas a mando do PT, quase 5 mil profissionais da Comunicação, entre repórteres, assessores de imprensa, professores de jornalismo e fotógrafos, assinam uma petição online em “apoio à democracia, ao TSE e à chapa Lula-Alckmin”.

Na justificativa, dizem que estão “indignados com o grande fluxo de notícias falsas produzidas com o objetivo deliberado de fraudar a decisão livre do eleitor neste segundo turno da disputa presidencial”.

O texto diz ainda que o presidente e candidato a reeleição Jair Bolsonaro (PL) “defende a ditadura, a tortura e o assassinato de opositores” e que e seus filhos “têm conexões com Adriano da Nóbrega, apontado como miliciano pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ)”.

Censura
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) emitiu na última semana uma nota de repúdio contra o que chamou de “escalada de decisões” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O texto diz que há receio de interferência na “programação das emissoras”. O posicionamento ocorre após uma nova orientação da Jovem Pan para que os comentaristas evitem atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com termos como “ex-presidiário” e “chefe de organização criminosa”.

A associação afirmou que “restrições estabelecidas pela legislação eleitoral não podem servir de instrumento para a relativização dos conceitos de liberdade de imprensa e de expressão”.

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“Ao renovar sua confiança na Justiça Eleitoral, a Abert ressalta que a liberdade de imprensa é uma garantia para o exercício do jornalismo profissional e do direito do cidadão de ser informado”, diz trecho da nota.

Ex-diretor do jornal ‘Estado de S. Paulo’, Fernão Lara Mesquita, publicou um vídeo em suas redes sociais contra a escalada autoritária dos ministros das Cortes Supremas e da esquerda.

“É proibido chamar o Lula de corrupto ou de ladrão, mas é por civilidade ou é por notícia falsa? Não tem mais argumentos, agora é só força bruta. Censuram até ex-ministro do Supremo Tribunal […] Ninguém tem mais desculpa, gente. Cada um vai ter que se assumir. Nazista é quem censura e não quem é censurado”, disse o jornalista.

Leia a petição na íntegra:
Manifesto de apoio à democracia, ao TSE e à chapa Lula-Alckmin

Como jornalistas com o compromisso ético de perseguir e publicar a verdade, estamos indignados com o grande fluxo de notícias falsas produzidas com o objetivo deliberado de fraudar a decisão livre do eleitor neste segundo turno da disputa presidencial.

Repudiamos toda e qualquer forma de censura e não admitimos que a liberdade de expressão seja distorcida para permitir a prevalência de mentiras na campanha eleitoral. Também vemos com apreensão que concessões públicas de rádio e TV sejam usadas em favor de uma candidatura. Por isso apoiamos o esforço do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para coibir a interferência danosa das fake news nas eleições, respeitados os limites da Constituição e da lei.

Bolsonaro tem uma trajetória associada à violência desde os anos 1980, com o plano de explodir bombas em quartéis que o levou à prisão. Ele e os filhos têm conexões com Adriano da Nóbrega, apontado como miliciano pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). O clã foi acusado por ex-funcionários de obrigar servidores a lhes entregar grande parte dos salários. Desde os anos 1990 a família comprou 107 imóveis e pagou quase a metade em dinheiro vivo.

Bolsonaro defende a ditadura, a tortura e o assassinato de opositores. Ofende as cidadãs e os cidadãos negros, indígenas, nordestinos e LGBTQIA+. Acha natural sentir atração sexual por meninas de 14 anos. Mostrou-se desumano diante da dor dos brasileiros na pandemia. Foi incompetente na economia e a fome voltou. Desprezou a ciência, o meio ambiente, a cultura e a educação.

Bolsonaro destruiu instrumentos de transparência e de combate à corrupção. Comprou o apoio do Congresso com o orçamento secreto, elevando a níveis inéditos o desvio de recursos públicos. Com o uso ilegal da máquina pública Bolsonaro ilude muitos, mas não os jornalistas dignos desse nome. Daí sua fúria contra nós, dirigida sobretudo às colegas mulheres.

É um presidente que prega abertamente a desobediência a decisões da Justiça e que incentiva a população a se armar, contribuindo assim para enfraquecer as instituições republicanas e estimular a violência.

Nós, jornalistas que defendemos uma comunicação democrática inclusiva e que respeite os valores da diversidade e da igualdade étnico-racial, recomendamos o voto em Lula e Alckmin nesta eleição em que a nossa democracia está em jogo.

Lula já demonstrou suas qualidades como gestor e provou sua inocência após injusto massacre judicial. Nada tem de comunista, como alardeiam seus inimigos. É um conciliador, que conta com o apoio de trabalhadores e da parcela mais lúcida do empresariado e da intelectualidade do país.

Reiteramos o apoio ao TSE e cobramos das grandes plataformas digitais maior empenho no combate às fake news para termos eleições limpas, livres e seguras. Com a ampla aliança conduzida por Lula e Alckmin, reencontraremos a paz, o desenvolvimento e, fundamental para a sobrevivência do jornalismo, teremos a garantia de que a democracia sobreviverá!

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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