Embaixador do Qatar na Copa do Mundo diz que homossexualidade é ‘transtorno mental’ e turistas terão que se adaptar às regras do país
No Qatar, o Código Penal proíbe a atividade homossexual para homens e mulheres.
Redação AM POST
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O ex-jogador da seleção do Qatar e embaixador da Copa do Mundo, Khalid Salman afirmou que homossexualidade é um “transtorno mental” durante entrevista à emissora alemã ZDF. Ele também ressaltou que o país tolerará os turistas homossexuais no período da competição, mas que precisam se adaptar às regras locais.
No Qatar, o Código Penal proíbe a atividade homossexual para homens e mulheres. Porém, ao lado da FIFA, afirma que todos serão bem-vindos ao país para a Copa do Mundo 2022.
A conversa com Khalid foi interrompida após as falas preconceituosas. Durante a entrevista, o jornalista alemão explicou que homossexualidade é permitida de acordo com a lei.
“Eles têm de aceitar as nossas regras aqui (…) Isso é “haram” (pecado no Islã, religião articulada pelo Alcorão, que prepondera no Qatar). É “haram” porque é danoso para a mente”, declarou.
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#Humanrights not to forget. "#Homosexuality is a #mental illness"
The statement released on #German TV #ZDF by #Qatar's #WorldCup ambassador Khalid #Salman pic.twitter.com/RlxX47xRk1— Donato Yaakov Secchi (@doyaksec) November 8, 2022
Os capitães de seleções europeias como Inglaterra, França ou Alemanha vão usar braçadeiras com as cores do arco-íris e a mensagem “One Love” em uma campanha contra a discriminação. Torcedores nos estádios da Alemanha pediram no sábado o boicote à Copa do Mundo.
A ministra do Interior da Alemanha, Nancy Faeser, disse na semana passada durante uma visita ao Qatar que assistirá a Copa do Mundo depois de receber “garantias de segurança” do primeiro-ministro do emirado para os torcedores LGBTQIA+.
Alguns deputados alemães acompanharam a ministra durante a visita, mas a comissária de direitos humanos do governo, Luise Amtsberg, não participou na viagem.
Faeser já havia declarado que a sede da Copa do Mundo no Qatar era algo “muito sensível” do ponto de vista de Berlim, o que levou Doha a convocar o embaixador alemão para consultas.
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