Amazonas Energia é acusada de ter usado projeto de distribuição de cestas básicas como palanque eleitoral e para se promover
Conforme denúncia o projeto social feito para ajudar famílias carentes atingidas pela pandemia da Covid 19, aparentemente foi fundado com outros propósitos.
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O projeto “Energia Solidária” criado pela Amazonas Energia, que ajuda com doação de cestas básicas famílias carentes atingidas pela pandemia da Covid 19, foi denunciado por suspeita de ter contribuído para a campanha eleitoral de alguns candidatos no pleito de 2022 além disso ele também teria sido feito para promover a concessionária e não para fim social. A informação é do Portal Amazonia Press.

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De acordo com o site, o vice-presidente da Amazonas Energia, Orsine Rufino Oliveira, teria pedido, em setembro, votos durante a ação de entrega dos alimentos, para os candidatos a deputado estadual Radyr Oliveira, que também é Diretor Técnico do Interior, e deputado federal Orsine Júnior (PSD), filho dele.
A declaração de apoio por parte do acionista vai contra as políticas da Companhia e o Código de Conduta e Ética da concessionária, uma vez que a concessão é pública e regida por regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Ainda segundo o site, um áudio vazado atribuído a Orsine Rufino Oliveira revela que ele criou o Projeto de entrega das cestas básicas com o objetivo único de propaganda institucional da concessionária.
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“Estamos fazendo no sábado aquela ação de entregar 500 cestas básicas na periferia de Manaus. Vamos fazer isso a cada 15 dias para aproximar os consumidores da Amazonas. Vamos lá tá fantasiados de Amazonas para enfrentar eles e levar comida. Nós vamos recuperar a credibilidade da Amazonas pela boca de quem fala mal dela. Tem nenhuma empresa que faça isso e sabe quanto custa minha gente? Custa R$ 50 mil essa ação. R$ 50 mil reais pra sustentar 500 famílias não é muito dinheiro. Eu quero fazer esse piloto de 500 para saber como é que vai funcionar isso e depois fazer, fazer quantos for preciso, porque é a propaganda mais barata que nós podemos fazer. Porque só uma vez pra aparecer no Jornal Nacional é R$ 50 mil, R$ 40 mil, R$ 30 mil e por aí vai para aparecer por 30 segundos. Não vale a pena”, diz trecho do áudio.
O site afirma que entrou em contato com a assessoria da concessionária para questionar sobre o caso mas em resposta a empresa se limitou a dizer que: “não pode comentar sobre um material ao qual não teve acesso prévio para averiguação”. O Portal Amazonia Press afirma ter feito envio do material mas a Amazonas Energia além de não querer falar sobre o assunto ainda proibiu a divulgação do áudio.
Redação AM POST
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