Deputada Joana Darc defende vereadora cassada em Manacapuru e alega perseguição política
A parlamentar subiu à tribuna da Aleam e manifestou apoio a vereadora Lindynês Leite.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST
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Em discurso na manhã desta terça-feira (6), a deputada Joana Darc (União Brasil), intitulou como perseguição e violência política, o ato de cassação do mandato da vereadora Lindynês Leite (DEM), ocorrido na manhã de ontem (05), no município de Manacapuru (Região Metropolitana de Manaus).
Uma confusão generalizada foi registrada na Câmara Municipal de Manacapuru na última segunda-feira (5) durante eleição para presidente da Casa Legislativa. O motivo da confusão foi a cassação da vereadora acusada de ter excesso de faltas, em requerimento apresentado em 28 de novembro pelo suplente Róbson de Souza Nogueira. A parlamentar teve o mandato declarado cassado na sessão da última quinta-feira (1º) e no sábado (3) o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) derrubou a decisão.
No início da sessão o presidente Sassá Jefferson (Republicanos) lia o requerimento sobre a cassação quando Lindynês se dirigiu à Mesa Diretora e tentou rasgar o documento, aos gritos de “covarde, covarde, covarde”.
Para Joana Darc, o presidente da Casa extrapolou suas prerrogativas e feriu diretos básicos da parlamentar.
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Ela não teve os direitos à ampla defesa e contraditório, respeitados. Esse é um ato arbitrário, disse Joana Darc.
“Não se trata de questões políticas minhas, me manifesto aqui a serviço do interesse da população. É uma injustiça, pois conheço o trabalho que a vereadora Lindynês tem feito em Manacapuru, principalmente nas comunidades rurais. E, sendo uma deputada mulher, jamais vou compactuar com uma injustiça dessa e admitir que alguém, de forma arbitrária, tire o mandato de um parlamentar eleita democraticamente pelo povo, declarou.
A deputada ainda explicou que levará denúncia aos órgãos competentes para que o autor seja punido. “A vereadora foi punida, por ter estado ao lado de sua avó e mãe, quando as mesmas estavam internadas em estado crítico de COVID-19. E apesar de já ter tido seu mandato reestabelecido, como alguém que constantemente também sofre esse tipo de ataque, não vou me calar diante desse absurdo. Irei denunciar o caso, também, na Ouvidoria da Mulher do Tribunal Regional Eleitoral, que combate os crimes de violência política contra as mulheres”, afirmou.
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