Miliciano condenado que fez campanha para ministra de Lula foi ligado a 100 mortes
Ele cumpre pena de 26 anos de prisão pelos crimes de associação criminosa e homicídio.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST*
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O ex-PM Juracy Alves Prudêncio, conhecido como Jura, condenado por homicídio que fez campanha em 2018 ao lado da ministra do Turismo, Daniela Carneiro (União Brasil-RJ), no governo do presidente Lula (PT) foi apontado pelo relatório final da CPI das Milícias, em 2008, como o responsável por liderar uma milícia que atua em cinco bairros de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Jura apoiou pessoalmente em 2018 a candidatura a deputada federal da recém-empossada ministra do Turismo. Em 2022, quando Daniela Carneiro (União Brasil) foi reeleita como a maior votação do RJ e Juracy se encontrava preso, a ex-vereadora Giane do Jura, esposa do miliciano, fez ativamente campanha para Daniela.
Jura foi preso pela Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), responsável pelo combate às milícias no Rio, em 2009. Na época, sua quadrilha controlava cinco bairros de Nova Iguaçu, além de atuar em áreas de outras três cidades da Baixada Fluminense.
Dados da comissão indicaram que Juracy comandava uma milícia com um grupo de extermínio que atuava em Comendador Soares, Jardim Nova Era, Jardim Pernambuco, Palhada e Rosa dos Ventos. Segundo as investigações, a quadrilha explorava irregularmente serviços de segurança dos moradores e de comerciantes, venda de gás, sinal de TV a cabo e transporte alternativo.
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Juracy é ex-sargento da Polícia Militar e cumpre pena de 26 anos de prisão pelos crimes de associação criminosa e homicídio. Ele é apontado como chefe de uma milícia conhecida como Bonde do Jura.
A Secretaria de Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que Juracy foi excluído da corporação em 2011.
A assessoria de Daniela informou que ela recebeu apoio em diversos municípios na campanha de 2018 e que isso não significa que compactue com qualquer apoiador que tenha cometido ato ilícito.
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