Familiares de vítimas de chacina ocorrida na AM-010 preparam manifestação contra possível soltura de PMs suspeitos do crime em Manaus
O objetivo é pedir a continuidade da prisão dos acusados.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST
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Uma manifestação contra policiais militares suspeitos de envolvimento na chacina ocorrida, em dezembro de 2022, na rodovia AM-010, que matou os irmãos Diego Máximo Gemaque e Lilian Daiane Máximo Gemaque, que tinham 33 e 31 anos, além do casal Alexandre do Nascimento Melo e Valéria Luciana Pacheco da Silva, de 29 e 22 anos, está sendo preparada por familiares e amigos das vítimas em Manaus.
De acordo com nota divulgada a imprensa, a manifestação está programada para acontecer na sexta-feira (20), as 17h, no posto de combustível ao lado da loja Espantalho Pneus, na av. Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro, Zona Oeste. O objetivo é pedir a continuidade da prisão dos acusados.
“Não podemos esquecer que vidas foram ceifadas por marginais que não merecem vestir a farda da briosa instituição Polícia Militar. Não podemos permitir que esses acusados sejam postos em liberdade. Agradecemos a Polícia Civil quem vem realizando um brilhante trabalho para elucidar esse crime bárbaro. Acreditamos também que a Justiça do Amazonas não colocará em liberdade marginais que ceifaram vidas de inocentes. Neste momento de dor, pedimos a população amazonense que se junte a familiares e amigos para clamar por justiça”, consta em nota divulgada pelas famílias.
O crime
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Os corpos das vítimas – dois homens e duas mulheres – foram encontrados dentro de um carro, no dia 21 de dezembro, na rodovia AM-010, no Amazonas.
Além de terem sido baleadas, as vítimas estavam com diversos sinais de agressão pelo corpo.
Os suspeitos foram detidos em menos de 72h após a chacina. Eles foram identificados como: Anderson Pereira de Souza; Charlys Mayzanyel da Ressurreicao Braga; Charly Mota Fernandes; Diego Bentes Bruce; Dionathan Sarailton de Oliveira Costa; Jose Vandro Carioca Franco; Jonan Costa de Sena; Marcos Miller Jordão dos Santos; Maykon Horara Feitoza Monteiro; Stanrley Ferreira Cavalcante; Tharle Coelho Mendes; e Weverton Lucas Souza de Oliveira.
A motivação do crime ainda está sendo investigada pela polícia. No entanto, informações extraoficiais é que a principal suspeita é que as mortes teriam sido motivadas por uma abordagem malsucedida.
No dia 24 de dezembro, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) pediu a prisão temporária dos 12 policiais. Eles ficão detidos até 30 dias no Batalhão da Polícia Militar, em Manaus. Um inquérito militar também foi aberto para apurar a conduta dos oficiais.
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