Filha de Amazonino, Lívia Mendes publica texto sobre o pai: “Ele não está morto!”
O corpo do político chegou na manhã desta quinta-feira (16), em Manaus.
Redação AM POST*
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A filha do ex-governador Amazonino mendes, Lívia Mendes, fez um texto publicado nas redes sociais em homenagem ao pai que morreu no último domingo (12), no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
Lívia destaca que o pai não morreu pois ficará eternizado nas história do Amazonas. “Não se “morre” a obra de tantas vidas”, disse.
O corpo de Amazonino chegou na manhã desta quinta-feira (16), em Manaus, para as últimas homenagens da família e amigos. O desembarque do corpo aconteceu no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, e o velório começará às 14h, em cerimônia restrita apenas a família e autoridades. O funeral será aberto ao público às 17h30 e segue até às 6h de sábado (18).
Leia texto na íntegra:
Não! Ele não está morto!Não como todos insistiam que seria.
Não se “morre” a obra de tantas vidas.
Vidas que couberam no coração desse grande Amazonense.
Ao nascer nós choramos e ao partir nós dormimos.
Ele dormiu e eu vim, como prometi, pra dizer que tá tudo bem. Que ficaremos todos bem e que tá na hora de parar de se preocupar.
E isso não se estende só a nossa família, mas a todos os amazonenses que ele conheceu e procurou servir.
Trouxe estradas, construiu casas, escolas e uma universidade pública, conseguiu cartão pras famílias antes do bolsa família ser realidade no Brasil.
Homem forte.
Meu pai.
Digno, amado e respeitado.
Ele sabia de tudo ao redor e se preparou pra isso.
Nós também.
Foi no tempo de Deus e não dos homens.
Foi com dignidade, como todos nós, seres humanos merecemos partir.
Não deixou nada por fazer e nada por viver.
Foi uma vida extraordinária para aquele caboclo do interior.
Ele se provou um grande estadista, um político de vocação, como já não existe mais.
Meu pai Amazonino Armando Mendes é para sempre o sinônimo do Estado do Amazonas.
Da cor morena, do sorriso lindo, da esperteza das calhas, do peixe, da farinha, do “cozidão”, das frutas que só a gente tem.
Papai, como as barrancas, se deixou levar pelo rio da finitude do corpo, para depois voar livre desse mundo difícil que tanto lutou por melhorar.
Meu pai. A de Ama. A de Alma e M de muitos, pois nele habitavam engenheiros, médicos, juristas, contadores, arquitetos, poetas e ribeirinhos.
Ele amava o Amazonas, como um pai ama seu filho. As vezes com a dureza que precisava ter para que vivêssemos o melhor de nós mesmos.
A boa notícia é que a morte é passagem para um outro lugar.
E portanto eu repito.
Não se “morre” o que é eterno!
Porque o amor fica, enquanto a alma se liberta.Livia Mendes, filha
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