Alvo de operação da PF, governador do Acre se pronuncia nas redes sociais após suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro
Gladson Cameli terá que entregar o passaporte em até 24 horas.
Redação AM POST*
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O governador do Acre, Gladson Cameli (PP), publicou uma nota oficial em suas redes sociais sobre a terceira fase da Operação Ptolomeu III, deflagrada nesta quinta-feira (9), que apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro em seu governo. O esquema envolve desvio de R$ 120 milhões.
Desde as primeiras horas desta manhã, mais de 300 policiais cumprem 89 mandados de busca e apreensão, no Distrito Federal e nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Goiás, Paraná, Piauí e Rondônia.
“Com o andamento do processo, o governador confia que tudo será apurado e esclarecido”, diz o tweet. Ele também se colocou à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
a. Essa é mais uma etapa da operação de mesmo nome. Com o andamento do processo, o governador confia que tudo será apurado e esclarecido;
b. Mais uma vez, o governador se coloca à disposição das autoridades, colaborando com mais essa etapa das investigações;
— Gladson Cameli (@GladsonCameli) March 9, 2023
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O governador foi proibido de se ausentar do país e terá que entregar o passaporte em até 24 horas. Ele também não poderá ter contato com outros investigados no caso.
O pai de Gladson, Eladio Cameli, e um irmão do governador, Gledson Cameli, também são investigados na operação.
A investigação tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e constitui desdobramento das fases I e II, deflagradas no ano de 2021, quando foi identificada organização criminosa, controlada por agentes políticos e empresários ligados ao Poder Executivo estadual acreano.
Segundo a PF, os servidores atuavam no desvio de recursos públicos, bem como na realização de atos de ocultação da origem e destino dos valores subtraídos, através da lavagem de dinheiro.
Nesta terceira fase da investigação, a Polícia Federal busca o ressarcimento de parte dos valores desviados dos cofres públicos. Nesse sentido, o STJ determinou a indisponibilidade de aproximadamente R$ 120 milhões, por meio do bloqueio de contas e sequestro de aeronaves, casas e apartamentos de luxo adquiridos como proveito dos crimes.
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