Após polêmica, reajuste salarial de diretoria da Petrobras cai de 44% para 9%
Agora o salário do presidente da companhia, ex-senador Jean Paul Prates, passará a cerca de R$ 126 mil.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Redação AM POST
Acionistas da Petrobras seguiram a orientação do governo federal e aprovaram nesta sexta-feira, 28, um reajuste de 9% para a diretoria executiva da companhia. A proposta anterior, aprovada em março pelo Conselho de Administração, era de aumento de 43,9%.
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Com aumento, o salário do presidente da companhia, ex-senador Jean Paul Prates, passará a cerca de R$ 126 mil. Hoje, o presidente da Petrobras recebe R$ 116 mil. Membros do Conselho de Administração terão aumento de 13,65%. Reajustes foram votados na quinta (27), durante assembleia geral ordinária, e apurados pelo UOL junto a participantes
Em comunicado, a Petrobras confirmou que a decisão sobre o tamanho dos reajustes salariais segue “orientação da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest)”, ligada ao governo federal.
Na proposta interior, a ideia era aumentar o salário dos administradores da Petrobras em 43,9%. Percentual corresponde ao INPC acumulado de 2013 a 2022 e havia sido aprovado em março pelo Conselho de Administração. Sete conselheiros votaram a favor, contra quatro abstenções, incluindo o próprio Jean Paul Prates.
Sindicato dos petroleiros comemorou rejeição da proposta anterior. Em nota, definiu como “disparatada” a proposta de reajuste salarial de 43,9%. Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, sugeriu ainda que o objetivo da medida era prejudicar Prates.
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