Líder da direita portuguesa critica apreensão do passaporte de Bolsonaro e cancela evento conservador por ausência do político
Deputado português André Ventura diz que a ação foi orquestrada para impedir a ida do ex-presidente a Lisboa.
Redação AM POST*
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O deputado André Ventura, presidente do partido português Chega, publicou um vídeo em suas redes sociais, nesta quinta-feira (4), anunciando o adiamento de um evento da direita portuguesa devido ausência do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL), por apreensão de passaporte do político em operação da Polícia Federal realizada ontem (3).
Segundo o parlamentar português, o principal motivo para o cancelamento da ‘Cimeira Mundial da Direita’ será a ausência do ex-presidente do Brasil. O encontro de políticos e apoiadores da direita mundial estava marcado para os dias 13 e 14 de maio.
“Não tenho dúvidas do que vou dizer: a apreensão do passaporte do ex-presidente Bolsonaro teve como objetivo impedir a sua vinda a Lisboa e é uma retaliação direta ao protesto do Chega contra o Presidente Lula no 25 de Abril”, escreveu o deputado.
“Em respeito a muitos dos nossos convidados, sobretudo americanos e recentemente o ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro e sua comitiva, que seriam impedidos de viajar por determinações do Estado brasileiro, o Chega! decidiu reagendar a cúpula para data posterior”, anunciou o português.
A criação do evento, que reuniria diversas lideranças da direita internacional, foi uma sugestão dos assessores de Bolsonaro, dispostos a promover o ex-presidente e levar a polarização com o atual presidente do Brasil Lula (PT) para o outro lado do Atlântico.
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Não tenho dúvidas do que vou dizer:a apreensão do passaporte do ex-Presidente Bolsonaro teve como objetivo impedir a sua vinda a Lisboa e é uma retaliação direta ao protesto do Chega contra o Presidente Lula no 25 de Abril.
Mas não nos vão enfraquecer nem anular. Voltaremos! pic.twitter.com/5lRNd1pIDR— André Ventura (@AndreCVentura) May 4, 2023
O cumprimento do mandado de busca e apreensão realizado ontem (3) na residência de Bolsonaro em Brasília se deve, na verdade, a uma suposta fraude em dados da carteira de vacinação do ex-presidente, da sua filha Laura, de 12 anos, e de aliados próximos. A investigação apura a atuação de um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid-19 no sistema do Ministério da Saúde.
Além de Bolsonaro, o ex-presidente estadunidense Donald Trump também não comparecerá ao evento. Nos EUA, o republicano é alvo de processo judicial, acusado de subornar a ex-atriz pornô Stormy Daniels.
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