Payo Cubas é preso após alegar fraude eleitoral no Paraguai depois de perder pleito presidencial no país
Político teria liderado manifestação em frente ao Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, criticando o resultado das eleições e pedindo recontagem de votos.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST*
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O ex-candidato à presidência do Paraguai pelo partido Cruzada Nacional, Paraguayo Cubas ou Payo Cubas, chamado de “Bolsonaro paraguaio”, foi preso na noite desta sexta-feira (5) após liderar protestos contra o resultado das eleições presidenciais. Manifestantes se reuniram em frente à sede do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral paraguaio alegando fraude no pleito, ocorrido último domingo (30), e exigência de recontagem de votos.
Depois do resultado das eleições paraguaias, o político antissistema — que ganhou projeção no Brasil após aparecer em um vídeo polêmico dizendo que “100 mil brasileiros bandidos” no país deveriam ser mortos — lançou alegações de fraude no pleito, convocando manifestantes a saírem às ruas e impedirem a posse do eleito Santiago Peña. Peña obteve 42,7% dos votos, contra 27,4% de seu principal rival, Efraín Alegre, da coalizão de centro-esquerda Concertación Nacional. Cubas ficou com 22,9% dos votos. O Paraguai não tem segundo turno.
Cerca de 500 policiais foram destacados ao local para evitar depredações. Os agentes realizaram um bloqueio parcial na Avenida Eusebio Ayala para evitar congestionamentos e facilitar a atuação.
Segundo o comandante da Polícia Nacional, Gilberto Fleitas, Cubas está detido na sede do Agrupamento Especializado da Polícia. Ele não apresentou resistência à prisão, realizada na localidade de San Lorenzo, nas proximidades de Assunção. A prisão preventiva foi realizada por ordem do Ministério Público. Nesta semana as forças de ordem prenderam mais de uma centena de apoiadores do político.
De acordo com o jornal ABC, ele é alvo de cinco acusações: perturbação da paz pública, ameaça de atos puníveis, tentativa de interrupção das eleições presidenciais, tentativa de coerção a órgãos constitucionais e resistência.
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