Incentivos fiscais que mantém Zona Franca de Manaus são criticados pelo Banco Mundial: ‘pouco eficiente’
Os incentivos fiscais para impulsionar a região foram classificados pelo banco como “pouco eficientes”.
Redação AM POST*
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O Banco Mundial publicou na noite desta terça-feira (9/5), seu primeiro relatório econômico sobre a Amazônia brasileira, chamado “Equilíbrio delicado para Amazônia Legal brasileira”, e critica os benefícios tributários concedidos à Zona Franca de Manaus (ZFM). Os incentivos fiscais para impulsionar a região foram classificados pelo banco como “pouco eficientes”.
“Os incentivos fiscais a atividades industriais na Amazônia Legal não ajudaram a estimular o crescimento da produtividade e devem ser reavaliados”, diz o sumário executivo do relatório.
De acordo com o Banco Mundial, os incentivos concedidos ao polo industrial são equivalentes a 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. “Apesar do alto custo fiscal, o Amazonas vem perdendo competitividade, e encontra cada vez mais dificuldade para atrair novas empresas. O número de empregos na indústria também vem diminuindo, com um aumento concomitante da intensidade de capital”, avalia.
O estudo propõe ainda mudanças no modelo econômico para conciliar desenvolvimento e preservação. “É possível combinar a elevação dos padrões de vida e a preservação das florestas em pé num modelo de desenvolvimento que promova, ao mesmo tempo, a produtividade urbana e rural, a proteção florestal e meios sustentáveis de subsistência para a população.”
Acordo com a União Europeia
A instituição financeira se posiciona favoravelmente à adoção de salvaguardas ambientais na assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
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“Várias salvaguardas ambientais destinam-se a reduzir os impactos desse acesso aprimorado ao mercado sobre o desmatamento. Os efeitos dessas salvaguardas variam conforme o caso: é importante que elas sejam implementadas e aplicadas adequadamente”, aponta o documento.
O Banco Mundial ainda aponta para a necessidade de revisar os mecanismos de crédito rural, concentrando o apoio fiscal em agricultores menores e mais produtivos, além de estimular a bioeconomia e ampliar sistemas de proteção social.
*Com informações do Poder360
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