Relator da ação contra Deltan Dallagnol foi delatado na Operação Lava Jato
O magistrado entrou na mira da operação por suas relações com o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro.
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Superior Tribunal de Justiça (STJ), Benedito Gonçalves, relator de ação movida por partidos de esquerda que resultou na cassação do mandato do deputado federal Deltan Dallagnol (Podemos), tem histórico de problemas com a Operação Lava Jato, da qual foi Deltan foi coordenador. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.
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O magistrado entrou na mira da operação por suas relações com o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, que fechou acordo de delação depois de ter ficado mais de três anos preso em regime fechado no Paraná.
“Antes mesmo da homologação da delação de Léo Pinheiro, em 2019, houve a abertura de um procedimento de investigação sobre o ministro, mas a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu arquivamento por extinção da punibilidade e prescrição. […] O magistrado chegou a ter contra si um pedido de providências no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em 2015, que também acabou arquivado, no ano seguinte”, afirma o jornal.
Na delação, Léo Pinheiro declarou que conheceu o ministro em 2013, quando eles se encontraram para discutir disputas judiciais envolvendo a construtora no STJ. Em duas causas, a empresa teve julgamento favorável por Gonçalves, até o início de 2014.
Mas não apenas isso, o ministro buscava apoio do meio empresarial para se candidatar a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Gonçalves chegou a pedir “empenho e dedicação” ao seu “projeto”.
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Não houve acusações formais públicas contra Benedito em decorrência das investigações da Lava Jato. Procurado pela Folha por meio das assessorias do STJ e do TSE, Benedito Gonçalves não se pronunciou sobre os relatos de Léo Pinheiro.
Bolsonaro
Benedito Gonçalves também é é relator da ação que pode deixar o ex-presidente da República Jair Bolsonaro inelegível, devido conteúdo de reunião com embaixadores, em julho de 2022. No encontro, o então presidente citou supostas fraudes no sistema eleitoral e atacou as urnas eletrônicas.
A acusação movida pelo PDT atribui a Bolsonaro os supostos crimes de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. A ação inclui o vice na chapa de Bolsonaro, Braga Netto.
De acordo com fontes do Tribunal Superior Eleitoral Benedito, votará pela inelegibilidade de Bolsonaro, mas poupará Braga Netto. Se a decisão for confirmada pelo plenário da Corte, o ex-presidente não poderá disputar eleições pelos próximos oito anos.
Redação AM POST*
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