Líder máximo do PCC, Marcola aciona STF contra deputado que disse em entrevista que ele “defeca sangue”; assista
Parlamentar afirma que soube no presídio federal de Brasília que Marcola está “arrombad*” de tanto enfiar bateria no ânus e isso trouxe danos a sua saúde.
- Ilustração: Lívia Thársis
O líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal bolsonarista Sargento Gilson Cardoso Fahur (PSD) que disse em entrevista a um podcast que o presidiário “toma remédios fortíssimos para não defecar sangue”.
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Na entrevista, o deputado federal afirmou que soube da informação ao visitar o Penitenciária Federal de Brasília (DF).
“Eu estive no Presídio Federal de Brasília, onde estava o Marcola, ele foi embora, e os caras contaram para mim, falaram assim: ‘o Marcola toma medicamentos fortíssimos, se ele não tomar ele caga sangue’. Eu falei porque que é? Aí ele fala que é por enfiar chip no fiofó, mas daí o médico falou que não é chip não é a bateria inteira, naquele tem que a bateria soltava eles enfiavam dentro do fiofó. O Marcola tá arrombado. Ele enfiava bateria e elas foram soltando o produto delas e hoje ele tá podre se não tomar remédio caga sangue“, disse.
“É uma vida desgraçada. É o chefão do PCC mas do que adianta? Tá 312 anos para puxar. Se Deus quiser morre lá dentro e com o fiofó estourado ainda“, completou.
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O ministro do STF, Luiz Fux, pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a interpelação judicial movida por Marcola contra o deputado federal Sargento Fahur (PSD).
A defesa de Marcola alegou ao Supremo que busca saber se o parlamentar confirmou a informação dada na entrevista e até se consultou o prontuário médico do presidiário.
Caso tenha feito, os advogados cobram qual seria a “justa causa” para que Fahur divulgasse dado “relativamente sigiloso, cuja obtenção deu-se em razão do cargo de deputado federal”.
“[A apuração] não busca investigar eventual elemento subjetivo do tipo na conduta do requerido [o deputado], tampouco produzir qualquer tipo de prova, mas, sim, entender a nebulosa situação por ele posta através de um podcast amplamente divulgado”, diz a defesa.
Redação AM POST*
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