Coordenador de campanha da gestão passada da prefeitura de Manaus foi beneficiado com nota fiscal fraudulenta, diz PF
Operação “Dente de Marfim” foi deflagrada para combater crimes de sonegação fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e corrupção.
- Foto: Denivaldo Oliveira
Durante coletiva de imprensa, realizada na manhã desta quinta-feira (22), na sede da Polícia Federal, em Manaus, o Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal, João Marcelo Uchoa, afirmou que um coordenador de campanha de um partido político da gestão passada da prefeitura da capital foi beneficiado em esquema de corrupção investigado na Operação “Dente de Marfim”, que tem o objetivo de combater crimes de sonegação fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e corrupção.
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“Dentro da investigação nós conseguimos confirmar alguns relacionamentos. Por exemplo, relacionado a gestão anterior, a investigação conseguiu coletar um documento que confirma que uma das notas fiscais era direcionada a um coordenador de campanha de um partido político da gestão passada”, contou a autoridade policial sem citar nomes.
A empresa Mamute Conservação, que tinha contrato com a prefeitura de Manaus desde 2016, na gestão do ex-prefeito Arthur Virgílio Neto, é alvo da Operação “Dente de Marfim”, deflagrada hoje.
Segundo o delegado regional de Polícia Judiciária, Sávio Pinzon, existem evidências da participação de agentes públicos em troca de favores relativamente a empresa Mamute.
“Há indícios de que houve troca de favores, de cargos ou empregos relativamente a empresa contratada pela prefeitura de Manaus. O contrato teve início em 2016 mas ele durou até o início deste ano”, declarou.
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João Marcelo Uchoa também falou sobre pagamento de propina para o gestor de uma secretaria da prefeitura de Manaus.
“No bojo da investigação nós temos uma elemento de prova que dá a entender que havia sim um pagamento de vantagem indevida [propina] para o gestor de uma secretaria. No entanto, a gente precisa continuar a investigação para apurar e confirmar isso mas o indicio existe. Não existem valores definidos”, completou.
A operação mobiliza 70 policiais federais, que cumprem 16 mandados de busca e apreensão em locais estratégicos identificados durante as investigações. Ainda foi deferido o bloqueio no valor de R$ 30 milhões das contas bancárias e ativos financeiros, dentre outros bens de 34 pessoas físicas e jurídicas.
Assista a coletiva de imprensa completa:
Redação AM POST*
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