Mãe e padrasto são presos por estupro de menina de 12 anos
Crime foi cometido pelo padrasto da vítima, com conivência da mãe dela.
- Foto: reprodução
Um homem e uma mulher foram presos por abuso sexual de uma menina de 12 anos, na Tijuca, na Zona Norte do Rio. O abuso teria sido cometido pelo padrasto da criança com a convivência da mãe dela, e acontecia desde fevereiro de 2022.
O caso veio à tona depois que a mãe procurou a 19ª DP, na Tijuca, na quinta-feira (22), para relatar que o padrastro teria tocado as partes íntimas da menina no dia 19 de junho. No entanto, o padrasto também esteve na delegacia, acompanhando mãe e filha, o que gerou suspeitas.
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“O clima era muito calmo para quem estava relatando um crime daquela natureza. A mãe não parecia revoltada ou chocada”, conta a delegada Fernanda Caterine, que está à frente do caso.
Mãe teria presenciado abuso
Ela acionou o Conselho Tutelar, que informou ter recebido denúncia recente contra o casal por suspostos abusos.
A delegada e uma conselheira ouviram a menina, que acabou revelando que o padrasto já abusava dela desde fevereiro de 2022, que a mãe sabia e que já tinha presenciado um dos abusos. A mulher também confirmou a situação e foi presa em flagrante por falso testemunho.
Medo do tráfico
Durante a oitiva, a menina contou ainda que a situação de supostos abusos teria chegado ao conhecimento do tráfico do Morro do Borel, também na Tijuca, onde a família mora, e que criminosos teriam expulsado o homem de lá. Por isso mãe e padrasto procuraram a delegacia para tentar se resguardar.
O padrasto teria aparecido para acompanhar mãe e filha na delegacia, e ameaçar a criança, para que ela não contasse nada diferente do que havia sido combinado.
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“Ele ameaçou a criança de morte, que ‘ ela ia ver só’, e chegou a dizer que mataria a mãe”, conta a delegada, que usou o crime de ameaça, cometido naquele dia, para também prender o homem em flagrante.
A partir de novas investigações e depoimentos, a delegada pediu a prisão preventiva do casal pelos crime iniciais e pelo abuso sexual, e a mesma foi concedida no sábado (24), pela juíza Mariana Tavares Shu.
O padrasto responderá ainda por ameaça, na forma da Lei Henry Borel, que prevê punição específica para ameação a criança e adolescente.
A menina foi entregue aos cuidados da avó paterna, que também acompanhou o seu depoimento.
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Fonte: G1
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