Presidente da Natura vai depor na CPI das ONGs após denúncia de exploração de indígenas
Suspeita-se que o pagamento aos indígenas contratados seria no valor de uma diária de R$ 3.
- A CPI das ONGs na Amazônia aprovou a convocação do presidente da Natura e da presidente do Instituto Socioambiental para esclarecer suspeitas de contratações irregulares de indígenas em atividades de coleta de produtos como copaíba e andiroba.
- A Natura é questionada sobre a contratação de indígenas sem condições adequadas de trabalho e pagamento supostamente baixo; a empresa afirma que seu relacionamento com comunidades é baseado em respeito e práticas éticas há mais de 20 anos.
- O depoimento dos convocados deve ocorrer após o recesso parlamentar, enquanto a Natura destaca que paga acima do preço mínimo, investe em capacitação das comunidades e possui certificações de comércio ético.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura as ações das ONGs na Amazônia deverá ouvir o presidente da Natura, João Paulo Brotto Gonçalves Ferreira, e a presidente do Conselho Diretor do Instituto Socioambiental, Déborah de Magalhães Lins, de acordo com requerimentos aprovados nesta semana. As convocações, segundo os parlamentares, são necessárias para prestar esclarecimentos a respeito de supostas contratações irregulares de indígenas em suas produções.
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A CPI quer saber se a empresa de cosméticos limita as operações que envolvem coleta de copaíba, andiroba e outros produtos por trabalhadores vinculados à Cooperativa Mista da Flona do Tapajós (Coomflona).
A Natura deverá esclarecer se contratou indígenas para o trabalho de coleta de sementes, sem horas de trabalho definidas ou condições climáticas para o exercício das atividades. Suspeita-se que o pagamento aos indígenas contratados seria no valor de uma diária de R$ 3.
Os depoimentos ainda não foram agendados e somente devem ocorrer após o recesso parlamentar.
A assessoria de imprensa da Natura afirma em nota que o relacionamento da empresa com comunidades fornecedoras “é baseado no respeito às pessoas e à natureza, premissas fundamentais de nosso modelo de negócio na Amazônia há mais de 20 anos”.
Leia nota na íntegra:
A Natura mantém relacionamento comercial com a Cooperativa Mista da Flona do Tapajós (Coomflona) desde 2019 para o fornecimento de amêndoas secas de andiroba. O trabalho de coleta da matéria-prima envolve cerca de 70 famílias e ocorre na área de manejo florestal comunitário da Flona do Tapajós, conforme previsto no Plano de Manejo da Unidade de Conservação, gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).Em 2022, o valor pago à Coomflona pelo quilo de matéria-prima foi aproximadamente 70% maior que o preço mínimo estipulado pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). A Natura também investe na capacitação e transferência de tecnologia para que as comunidades possam prosperar e fortalecer seus negócios, independentemente do contrato estabelecido com a empresa.
O relacionamento da Natura com comunidades fornecedoras é baseado no respeito às pessoas e à natureza, premissas fundamentais de nosso modelo de negócio na Amazônia há mais de 20 anos. Toda a cadeia produtiva da andiroba é certificada pela União para o Biocomércio Ético (UEBT – The Union for Ethical BioTrade), que avalia as medidas de conservação da biodiversidade, boas práticas de produção e o respeito aos direitos humanos, incluindo o compartilhamento justo e equitativo dos benefícios e condições seguras de trabalho para as comunidades de sua cadeia produtiva.
Seguros de nossa atuação ética e transparente com comunidades fornecedoras na Amazônia, prestaremos os esclarecimentos necessários.
Redação AM POST*
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