Vereador afastado por suspeita de estupro pede para voltar ao cargo em Rondônia
Kloch é acusado de estupro de vulnerável desde 2014 e foi preso após ser retirado de uma sessão parlamentar em maio deste ano.
- Foto: Reprodução
O vereador Lauro Costa Kloch, conhecido como “Garçom do Semáforo”, do município de Cacoal, interior de Rondônia, solicitou a revogação da licença de afastamento de 120 dias que ele próprio havia solicitado. A solicitação foi feita à Câmara Municipal de Cacoal na última sexta-feira, 14. Kloch é acusado de estupro de vulnerável desde 2014 e foi preso após ser retirado de uma sessão parlamentar em maio deste ano. No entanto, ele foi solto na semana passada após a concessão de um habeas corpus pela Justiça de Rondônia.
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O vereador estava cumprindo sua reclusão em uma sala de estado maior na capital Porto Velho, localizada a aproximadamente 480 quilômetros de Cacoal. Agora, ele busca retornar ao cargo, que atualmente está sendo ocupado pelo suplente Pedro Rabelo (PSD), solicitando a aprovação da Câmara antes do término do prazo da licença. O regimento interno da casa estabelece que qualquer vereador pode faltar até cinco sessões antes de ter o mandato cassado.
O crime de estupro de vulnerável pelo qual o vereador é acusado ocorreu há quase uma década, no município de Itapuã do Oeste, a pouco mais de 100 quilômetros da capital. O estupro de vulnerável é considerado um crime doloso quando o autor tem intenção de cometer o ato e é punido com pena máxima de até 15 anos de reclusão. No caso específico, a vítima, irmã de um amigo do vereador, tinha apenas 13 anos na época.
Uma semana após a prisão de Lauro, em 8 de maio, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) apresentou um pedido de cassação contra o vereador à Câmara Municipal. Durante uma sessão ordinária, alguns parlamentares classificaram o documento como uma “conspiração política”. O processo de cassação tramita em sigilo, e o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) considera que os elementos são insuficientes para apontar o político de primeiro mandato como autor do crime. No entanto, o MP pretende solicitar a imposição de medidas restritivas contra o vereador, como a proibição de frequentar bares e até mesmo de sair da cidade de Cacoal, enquanto a investigação estiver em andamento.
Redação AM POST
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