Lula quer incluir PP e o Republicanos no alto escalão do governo e vai acelerar reforma ministerial, diz Padilha
Segundo o ministro, o petista deverá anunciar novos ministros ao retornar de viagem ao exterior.
- Brasília (DF), 19/06/2023 – O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, durante entrevista após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio da Alvorada. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou nesta sábado, 26, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai “com certeza” acelerar as negociações para incluir o PP e o Republicanos no alto escalão do governo. Lula retorna ao Brasil na segunda-feira, 28, após sua viagem à África do Sul para a reunião do Brics.
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“Certamente o presidente Lula vai conduzir no retorno uma decisão que ele já tomou de acolher o pedido de duas bancadas federais em indicar parlamentares para compor o ministério. Isso é uma ação para reforçar o nosso time para o segundo semestre. Certamente no retorno da viagem nós devemos acelerar essas negociações”, disse Padilha aos jornalistas durante agenda em São Paulo.
Havia a expectativa de que Lula anunciasse os ministros do Centrão antes de sua viagem à África. No entanto, a dificuldade em definir a nova estrutura do governo fez com que as escolhas fossem adiadas. O chefe do Executivo já decidiu que os deputados Silvio Costa Filho (Republicanosa-PE) e André Fufuca (AM), também líder do PP na Câmara, serão os indicados, mas ainda falta decidir em quais pastas eles atuarão.
Um dos principais obstáculos é o comando do Ministério do Desenvolvimento Social, atualmente ocupado por Wellington Dias e desejado pelo PP, partido de Arthur Lira, presidente da Câmara. Enquanto o Centrão continua pressionando pela pasta, Lula deseja manter Dias no ministério, mesmo sabendo que sua avaliação dentro do governo não é tão positiva. Os próprios ministros têm opiniões divergentes sobre os rumos futuros da Esplanada.
A forma como o PT tem conduzido as negociações para a reforma ministerial causou irritação entre as lideranças partidárias, especialmente dos partidos que já possuem ministérios, como o PSB, liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Existe insatisfação com a falta de diálogo em relação aos espaços que serão ocupados pelo Centrão e a tentativa de enfraquecer ministros dos partidos da base.
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Em um dos cenários anteriormente avaliados, o ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França (PSB), deixaria o cargo para dar lugar ao Republicanos. O próprio Alckmin, atualmente no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, também estaria sob negociação. No entanto, nada está decidido e a decisão cabe a Lula.
Os líderes partidários avaliam que as discussões em torno da mini-reforma ministerial têm se baseado em especulações na imprensa. Eles reclamam, por exemplo, que até o momento não houve conversas com os partidos da base sobre a possibilidade de alguns ministros deixarem seus cargos para acomodar os partidos do Centrão. A dificuldade do PT em ceder espaço em prol de uma ampla coalizão também tem sido criticada pelas lideranças.
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Estadão Conteúdo
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