Policial e esposa envolvidos em briga são indiciados apenas por lesão corporal e não por tentativa de homicídio em Manaus
Advogado das vítimas criticou o “corporativismo” adotado no Inquérito Policial e denunciou uma “espécie de ‘defesa técnica’ ao casal agressor”.
- Foto: Reprodução
Manaus/AM– O investigador da Polícia Civil do Amazonas, Raimundo Nonato Monteiro Machado, e a esposa dele, Jussana de Oliveira Machado, foram indiciados apenas por lesão corporal e não por tentativa de homicídio no relatório do Inquérito Policial, produzido pelo delegado Fábio Aly de Freitas. Os dois foram presos por terem agredido o advogado Ygor de Menezes Colares, 35 anos, e da babá Cláudia de Lima, durante briga em condomínio de Manaus que terminou com Jussana atirando na perna de Ygor, com a arma do marido policial.
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Era esperado que Jussana fosse indiciada por tentativa de homicídio mas no inquérito foi declarado como tiro acidental. O Ministério Público havia pedido que Raimundo Nonato respondesse por tentativa de homicídio por ter entregue a arma de fogo para a esposa. Porém, o delegado contestou no relatório.
“Há, aqui, que se discordar do Ministério Público, pois a mera entrega de arma de fogo a pessoa não autorizada não constitui participação no delito supostamente praticado por Jussana”, alega Fábio Aly Freitas.

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A defesa das vítimas se manifestou em nota nesta quarta-feira (30) criticando o “corporativismo adotado no Relatório de Conclusão do Inquérito Policial” e disse que o delegado realizou uma “espécie de ‘defesa técnica’ ao casal agressor” ignorando os depoimentos de testemunhas e das vítimas.
“Neste norte, verifica-se que o Relatório da Autoridade Policial ignorou completamente os depoimentos das Testemunhas e das Vítimas e adotou como verdade absoluta a versão apresentada pelos Acusados, bem como laborou em uma espécie de ‘defesa técnica’ do casal agressor“, diz trecho da nota.
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A defesa destaca ainda que espera que o Ministério Público do Amazonas ofereça denúncia pelo crime de homicídio tentado deixando claro que “que não aceitará privilégios de classes nem tolerará atos de violência”.
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Redação AM POST*
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