Deputados Silas Câmara e Átila Lins viram defensores dos garimpeiros
Parlamentares usaram a tribuna da Câmara para pedir suspensão das ações da PF e Ibama contra o garimpo ilegal no rio Madeira.
- Foto: Reprodução
Os deputados federais Átila Lins e Silas Câmara viraram defensores de garimpeiros que operam na calha do rio Madeira (nos municípios de Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba e Nova Olinda), e há muito tempo
depredam, poluem a região, deixando um rastro de destruição por onde passam.
Os parlamentares do Amazonas usaram a tribuna da Câmara dos Deputados, para ir contra operação do Ibama e Polícia Federal que está ocorrendo contra 6 mil garimpeiros que atuam na região.
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Primeiro, Silas Camara chamou, na última terça-feira (29), de “aberração” as ações dos órgãos de controle e pediu para que mandasse cessar “imediatamente” as medidas contra os garimpeiros.
“E, hoje, sem nenhum aviso e nenhum diálogo, estão colocando fogo naquilo que não é apenas a ferramenta de trabalho de homens e mulheres honestas, mas para muitos deles é também o local de moradia”, disse.
“Lá não tem bandido, lá não tem ladrão – são homens e mulheres que estão trabalhando. E eu peço a Vossa Excelência, a essa Casa, inclusive, a Comissão de Minas e Energia, ao Ministro de Minas e Energia, a ministra de Meio Ambiente e ao governo federal, que tome uma atitude em favor de quem trabalha e precisa ter dignidade. É isso que nós queremos para os extrativistas minerais familiares da calha do rio Madeira”, defendeu Câmara.
Já na última quarta-feira (30/8), Átila Lins também usou a tribuna para fazer um apelo ao presidente Lula (PT), aos ministros da Justiça Flávio Dino e do Meio Ambiente Marina Silva para que determinem a suspensão da operação.
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“Garimpeiros são extrativistas mineral e a grande maioria já possuiu uma carteira profissional de extrativista familiar para poder exercer legalmente essa atividade, mas não houve por parte do governo federal e do estado o restabelecimento destas carteiras”, informou Lins.
Para o deputado a busca do diálogo com os garimpeiros, pelas das cooperativas, só leva ao radicalismo.“É preciso entender que ali tem famílias inteiras trabalhando para o sustento de suas famílias. Ali não tem bandido, mas pessoas bem intencionadas que trabalham para sobreviver. Portanto, não adianta queimar dragas, estabelecer o confronto. Mas, buscar o entendimento e encontrar caminhos para regularizar o funcionamento dessas atividades“, declarou.
“Por fim, os governos federal e do estado têm que buscar o diálogo para que esses homens e mulheres possam fazer sua atividade de forma digna, atendendo os preceitos legais e ambientais”, concluiu Lins.
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