Prisão de Lula foi erro histórico, afirma Toffoli ao anular provas da Odebrecht
Em termos gerais, a decisão de Toffoli anula provas obtidas por meio de um acordo de delação premiada com ex-funcionários da Odebrecht.
- Foto: Reprodução
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma declaração nesta quarta-feira, 6 de setembro, na qual descreveu a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um “erro histórico”. Toffoli, que foi indicado para o STF por Lula, também alegou que a prisão foi uma “armação fruto de um projeto de poder político”.
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Ele afirmou que a prisão de Lula foi resultado de um plano arquitetado por determinados agentes públicos em busca do controle do Estado usando meios aparentemente legais, mas com métodos e ações que desafiavam a legalidade. Toffoli disse sem hesitação que essa prisão foi o “verdadeiro ovo da serpente” dos ataques à democracia e às instituições, que já estavam se manifestando por meio das ações e discursos desses agentes contra as instituições e o próprio STF. Ele afirmou que esse “ovo” foi chocado por autoridades que desviaram suas funções, agindo em conluio para prejudicar instituições, autoridades, empresas e alvos específicos.

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Em termos gerais, a decisão de Toffoli anula provas obtidas por meio de um acordo de delação premiada com ex-funcionários da Odebrecht. O magistrado se manifestou em resposta a uma ação movida pela defesa de Lula, atualmente representada por Valeska Zanin, esposa do ministro Cristiano Zanin.
A declaração de Toffoli reacende o debate sobre a prisão de Lula, que já havia sido um tema polêmico na política brasileira. Sua afirmação ressalta a complexidade e a divisão de opiniões em relação ao caso e ao legado político de Lula, que foi presidente do Brasil de 2003 a 2010 e atualmente lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de 2022.
Redação AM POST
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