Assista: Moraes e Mendonça batem boca no julgamento do 8 de janeiro no STF: ‘Não coloque palavras na minha boca’
Ministros iniciaram bate-boca sobre ação do Ministério da Justiça no 8/1. André Mendonça disse que não é advogado de ninguém.
Os juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e Alexandre de Moraes debateram sobre a responsabilidade do Ministério da Justiça em relação aos atos de 8 de janeiro. Mendonça expressou dificuldade em entender como o Palácio do Planalto foi invadido da maneira como aconteceu e afirmou que, quando era ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro, estava “de prontidão, com uma equipe disponível, para impedir o que ocorreu” em situações semelhantes.
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Moraes interrompeu o ministro e destacou que as investigações “demonstram claramente” que essa facilidade ocorreu devido à atuação da Polícia Militar do Distrito Federal. “Quando o ministro da Justiça que sucedeu vossa Excelência (o então secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres) fugiu para os Estados Unidos, fugiu e jogou o celular dele no lixo e foi preso…”, disse Moraes, e Mendonça interveio: “Eu não sou advogado de ninguém.”
“Vossa Excelência vem no plenário do STF dizer que houve conspiração do governo contra o próprio governo, tenha dó”, prosseguiu Moraes. Mendonça rebateu: “Não coloque palavras na minha boca”, disse e repetiu três vezes. “Tenha dó vossa Excelência”. A discussão ocorreu durante julgamento do primeiro réu por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro.
André Mendonça desafia e discute com Alexandre de Moraes durante 1º julgamento do 8 de Janeiro.
“Não coloque palavras na minha boca”, disse Mendonça a um Alexandre de Moraes visivelmente descontrolado.
Já notaram quando a coisa aperta pro Xandão, ele fica irritado??🤔 pic.twitter.com/VzCO8hxR1s
— Maria P (@damadanoite14) September 14, 2023
Em seguida, Mendonça afirmou estar ofendido com a referência “extremamente injusta” feita por Moraes sobre ele. Moraes, então, pediu desculpas. “Se de alguma forma também fui indevido, peço desculpas a você”, disse Mendonça.
No meio da discussão, Mendonça, indicado por Bolsonaro para o STF, expressou o desejo de ver, assim como o Brasil, os vídeos do circuito interno de segurança do Ministério da Justiça. “A Polícia Rodoviária Federal tinha condições de evitar a tragédia. Houve falhas sistêmicas na PMDF, mas também há dúvida razoável sobre como esse grupo entra com a facilidade como entrou, não digo no Supremo, no Congresso, mas no Planalto. É inconcebível. Onde estava todo o efetivo da Força Nacional? Chama atenção ao Ministério da Justiça não disponibilizar, ou não ter, os vídeos correspondentes. Precisamos tratar todos igualmente”, afirmou.

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